SAÚDE

Anvisa mantém proibição de cigarro eletrônico em todo o país

Dispositivos Eletrônicos para Fumar (DEFs) estão proibidos no país desde 2009 devido aos potenciais riscos que oferecem à saúde, mas a comercialização continuava ocorrendo de forma ilegal
Da Redação / Publicado em 6 de julho de 2022

Envios diários

Envios diários

Foto: Marcos Alves/Fundação do Câncer/ Arquivo

Cigarro eletrônico não auxilia tabagistas e ainda pode causar dependência e doenças cardiovasculares e câncer

Foto: Marcos Alves/Fundação do Câncer/ Arquivo

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta quarta-feira, 6, o Relatório de Análise de Impacto Regulatório (Rair) que reafirma a proibição da venda, importação e publicidade de dispositivos eletrônicos no Brasil.

Os Dispositivos Eletrônicos para Fumar (DEFs) estão proibidos no país desde 2009, mas a comercialização continua ocorrendo de forma ilegal. Desde 2019, a Anvisa vem fazendo uma série de análises sobre o impacto das restrições impostas aos dispositivos.

Em um parecer de abril deste ano, os técnicos da agência concluíram que a liberação dos cigarros eletrônicos é inadequada “devido a todos os riscos à saúde comprovadamente causados pelo DEF e à ausência da comprovação de benefícios que justificassem a sua utilização”. A Associação Médica Brasileira (AMB) considera que os cigarros eletrônicos não são inofensivos, não auxiliam a sensação do tabagismo e ainda podem causar várias doenças cardiovasculares e câncer.

A proibição definitiva dos DEFs foi anunciada durante a 10ª reunião da diretoria colegiada da Anvisa. Por unanimidade, a diretoria seguiu voto proferido pela diretora Cristiane Rose Jourdan.

Cigarro eletrônico: dependência e danos à saúde

Segundo ela, estudos científicos demonstram que o uso dos dispositivos eletrônicos para fumar (DEFs) está relacionado com aumento do risco de jovens ao tabagismo, potencial de dependência e diversos danos à saúde pulmonar, cardiovascular e neurológica.

Os cigarros eletrônicos são aparelhos alimentados por bateria de lítio e um cartucho ou refil, que armazena o líquido. O aparelho tem um atomizador, que aquece e vaporiza a nicotina. Um sensor que é acionado no momento da tragada ativa a bateria e a luz de led.

A temperatura de vaporização da resistência é de 350 graus centígrados. Nos cigarros convencionais, essa temperatura chega a 850 graus. Ao serem aquecidos, os DEFs liberam um vapor líquido semelhante à fumaça o cigarro convencional.

Os cigarros eletrônicos estão na quarta geração de dispositivos relacionados ao tabagismo e oferecem uma concentração maior de substâncias tóxicas em relação, por exemplo, aos cigarros de tabaco aquecido.

Comentários

Siga-nos