CULTURA

Galeria Ecarta debate a importância das feiras para o setor da arte

Painel virtual nesta segunda-feira, 21, analisará o desempenho do mercado da arte no Brasil, do megaevento, com a participação das grandes e poderosas galerias comerciais, aos circuitos alternativos
Por Redação / Publicado em 20 de junho de 2021
Galeria Ecarta debate a importância das feiras para o setor de arte

Foto: Mel Ferrari/Divulgação

No Brasil, já são mais de 170 feiras de artes, garantindo a comercialização direta das obras pelos artistas

Foto: Mel Ferrari/Divulgação

A Galeria Ecarta realiza nesta segunda-feira, 21, a partir das 19h, o painel virtual Feiras de Arte, com a participação das curadoras Mel Ferrari e Lola Fabres. A atividade é gratuita e poderá ser acompanhada pelas páginas da Galeria Ecarta no Facebook e da Fundação Ecarta no Youtube, além da plataforma Zoom. para os interessados em dialogar diretamente com as painelistas.

“Trataremos do contínuo crescimento das feiras de arte no mundo, tomando como exemplo a SP-Arte, em São Paulo, e como contraponto as feiras gráficas locais”, adianta o coordenador da Galeria Ecarta, André Venzon, mediador do encontro. Segundo ele, uma abordagem que vai da realidade econômica do megaevento, que conta com  a participação de grandes galerias comerciais, aos espaços do circuito alternativo para venda de obras de arte”.

Esse é o segundo de uma série de oito painéis do programa Precisamos falar do mercado de arte, que a Galeria Ecarta realizará ao longo deste ano, paralelamente à programação de exposições. O programa pretende mostrar como funciona o mercado da arte frente ao aumento do interesse por obras diversificadas num setor que movimenta cerca de R$ 208 bilhões por ano no mundo. O primeiro ocorreu no dia 17 de maio com o pesquisador, professor e artista Felipe Bernardes Caldas e pode ser acessado na íntegra na página da Galeria Ecarta no Facebook.

Foto: Filipe Conde/Divulgação

Mel Ferreira, pesquisadora e curadora

Foto: Filipe Conde/Divulgação

Venda direta cresce no Brasil

No Brasil há cerca de 170 feiras de arte distribuídas em todo o país.  A forma direta de comercialização de obras de arte entre artistas e o público tem crescido no Brasil, segundo a curadora Mel Ferrari, historiadora da arte e produtora cultural.

“São modelos de venda de obras muito distintas. Enquanto nas feiras tradicionais estão estandes de galerias, nas feiras de arte impressa o próprio artista mostra seu trabalho”, observa. “Preços mais acessíveis, obras reproduzidas e o contato direto fazem com que a pessoa entenda como é aquele processo. O artista quebra uma barreira, os preços estão ali e o público decide se pode pagar ou não”.

Mel Ferrari trabalha o tema em sua pesquisa do mestrado do Programa de Pós-Graduação Interunidades em Estética e História da Arte da Universidade de São Paulo (PGEHA-USP).

Para a curadora, ensaísta e pesquisadora de arte contemporânea Lola Fabres, a coexistência entre as feiras impressas com as tradicionais é muito positiva. “São um contraste de dois mundos, onde se encontram desde material mais caseiro, trivial e de pouco valor aquisitivo até

Foto: Luciano Nascimento

Lola Fabres é doutoranda em História, Crítica e Teoria da Arte na Escola de Comunicação e Artes da USP (ECA-USP)

Foto: Luciano Nascimento

as galerias do mundo”, observa.

Mestre em Artes Visuais pelo Instituto de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (IA/Ufrgs – 2015), Lola Fabres é doutoranda em História, Crítica e Teoria da Arte na Escola de Comunicação e Artes da USP (ECA-USP).

Gaúcha, Lola diz que mudou para São Paulo para aprofundar a pesquisa acadêmica, mas também pela diversidade institucional dos espaços de arte e mercado. Ela trabalhou por três anos com mediação na maior feira de arte do país, a SP-Arte. Conta a pluralidade dos interessados que vão desde colecionadores internacionais como alunos de escolas públicas.

A virtualização das feiras em decorrência da pandemia e a retomada presencial são também temas do painel desta segunda-feira, 21.

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