CULTURA

Bar do Nito comemora 30 anos com exposição de fotos da MPB

Reduto do samba e da MPB e palco de shows ao vivo e espetáculos teatrais, espaço completa três décadas de atividades ininterruptas no bairro Auxiliadora
Da Redação / Publicado em 6 de julho de 2022

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Foto: Rodrigo Waschburger/Divulgação

Bar do Nito: um dos raros espaços da MPB na capital gaúcha completa 30 anos de esquina

Foto: Rodrigo Waschburger/Divulgação

Uma das casas noturnas mais tradicionais de Porto Alegre e espaço de cultura e resistência, o Bar do Nito, na Lucas de Oliveira, 103, bairro Auxiliadora, em Porto Alegre, está completando neste mês de julho 30 anos. Nessas três décadas de atividades ininterruptas, o Bar do Nito se consolidou como o reduto do samba e da Música Popular Brasileira, com shows ao vivo, espetáculos teatrais e, agora, exposição de arte.

Para marcar os 30 anos, a casa inaugura nesta quarta-feira, 6, a exposição Ô, Sorte! – Retratos da MPB, do consagrado fotógrafo Daniel Marenco. Em Ô, Sorte!, Marenco reúne uma seleção de fotografias, realizadas ao longo de sua carreira, de grandes artistas da Música Popular Brasileira, como Gilberto Gil, Maria Bethânia, Chico Buarque de Holanda e Paulinho da Viola.

A exposição estará aberta para o público a partir de quinta-feira, 7, de quintas a sábados, das 18h às 21h, com entrada franca.

A história do Bar do Nito

Foto: Rodrigo Waschburger/Divulgação

A partir de 2017, o bar passou a ser um ambiente com maior diversidade, recebendo outras manifestações artísticas, outros músicos e mais espaço para o samba de raiz

Foto: Rodrigo Waschburger/Divulgação

A trajetória do Bar do Nito começa em julho de 1992, quando Nerci Padilha, o Nito, que tinha um pequeno bar no centro de Porto Alegre, resolve expandir e assume a Casa, na Lucas de Oliveira, esquina com a rua Felipe Neri. O local já havia abrigado dois outros bares na década de 80, o Absinto e The Post.

O espaço rapidamente se transformou em reduto da boemia da capital e, de cima do palco, Nito administrava o estabelecimento e defendia o melhor da Música Popular Brasileira, bossa nova e samba. Até hoje, é um dos raros redutos, senão o único de Porto Alegre para se curtir Cartola, Tom Jobim, Vinicius, Lupicínio, João Nogueira e outros ícones da MPB.

Em 2011, Nito passa o bastão para Fernando Waschburger e outros dois sócios, clientes assíduos do bar, que mantêm não só o nome e a proposta original da Casa, mas também o próprio Nito, como músico.

Com o tempo, Waschburger acabou por assumir sozinho o Bar e transformou a esquina da música brasileira em um ambiente com maior diversidade, recebendo outras manifestações artísticas, outros músicos e mais espaço para o samba de raiz. E, em 2017, abre suas portas para espetáculos teatrais, sendo inclusive um dos palcos do Porto Verão Alegre.

Daniel Marenco

Foto: Daniel Marenco/Divulgação

Gilberto Gil pela lente de Daniel Marenco, na exposição “Ô, Sorte! – Retratos da MPB”

Foto: Daniel Marenco/Divulgação

Com larga trajetória no fotojornalismo e na fotografia documental, o fotógrafo Daniel Marenco, que assina a exposição comemorativa aos 30 anos do Bar do Nito, passou pelas redações dos maiores jornais do país e cobriu as mais diversas pautas, especialmente a área cultural.

Foi finalista do Prêmio Esso por duas vezes: em 2009, com o especial sobre o Presídio Central de Porto Alegre; e em 2015, com uma dupla indicação, pelas fotos Terremoto em Katmandu, publicada na Folha de São Paulo, e Marcado a ferro e fogo, capa do jornal O Globo.

Próximo dos últimos quatro presidentes do país, ele cobriu intensamente as manifestações de 2013 e o processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. Documentou tragédias, como a de Mariana e Brumadinho, em Minas Gerais, e eventos internacionais, que vão desde os jogos Panamericano ao terremoto no Nepal ou a desmobilização da Missão de Paz no Haiti.

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