CULTURA

Projeto Ocidente Acústico apresenta Marcelo Delacroix e Giovanni Berti

Show antecipa inéditas do novo álbum e resgata o repertório de Quebra Cabeça, Marcelo Delacroix, Depois do Raio, Canciones Cruzadas e o recente Tresavento, nomeado para o Grammy
Por Nicoly Owicki / Publicado em 5 de janeiro de 2024
Projeto Ocidente Acústico apresenta Marcelo Delacroix e Giovanni Berti

Foto: Vitória Proença/Divulgação

Marcelo Delacroix, com seu parceiro de mais de 30 anos, Giovanni Berti: show resgata o repertório e traz novidades no Ocidente

Foto: Vitória Proença/Divulgação

O Projeto Ocidente Acústico apresenta no dia 11, às 21h30, o show de Marcelo Delacroix no Bar Ocidente (Av. Osvaldo Aranha, 960). O cantor se apresenta ao lado do percussionista e multi-instrumentista Giovanni Berti, seu parceiro musical há mais de 30 anos.

Os ingressos podem ser adquiridos através do Sympla e custam R$ 60,00 (inteira), R$ 40,00 (solidário – valor reduzido, com a doação de 1kg de alimento não perecível, disponível para qualquer pessoa) e R$ 30,00 (meia-entrada e lista afirmativa – lote exclusivo para pessoas pretas, indígenas, trans e travestis). As promoções do ingresso solidário e lista afirmativa são válidas para vendas antecipadas.

O repertório do show conta com uma seleção de discos anteriores, além de composições inéditas que estarão no seu próximo álbum.

Delacroix irá trazer também músicas compostas com parceiros ilustres, como, Depois do raio (parceria com Arnaldo Antunes), Passará e Chove sobre a cidade (com Ronald Augusto), Inverno  (com Arthur Faria), Desencanto (sobre poema de Manuel Bandeira), História de nós dois e Tresavento (com Leandro Maia), Milonga Moura (com Jerônimo Jardim) e Precisamos conversar (parceria de Mário Falcão).

Além das novidades Luna Diurna (com Raul Ellwanger), Fonte da Nostalgia (com Carlo Pianta) e Fio de Ar (sobre poema de Mar Becker).

E o clássico Cantiga de Eira, composta por Barbosa Lessa no final da década de 1950, resgatada por Delacroix em seu disco Depois do Raio, lançado em 2006.

Marcelo Delacroix

Iniciou os estudos de música aos 14 anos na Escola de Música da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (Ospa) e formou-se em Música pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Integrou os grupos Conjunto de Câmara de Porto Alegre (música medieval e renascentista), Grupo Santa Preguiça (musica popular), Bando Barato Pra Cachorro (samba dos anos 30) e Grupo Quebra Cabeça (música instrumental).

Em 1995, fez seu primeiro show individual no Teatro Renascença, em Porto Alegre.  Além de músico, é também compositor, produtor e educador musical.

Com cinco discos gravados, o artista ganhou cinco Prêmios Açorianos de Música, com os álbuns, Quebra Cabeça (instrumental, 1994), Marcelo Delacroix (2000), Depois do Raio (2006), Canciones Cruzadas (com o artista uruguaio Dany López, 2013) e seu recente álbum Tresavento (2020) que também foi nomeado para o Grammy Latino 2020 na categoria Melhor Álbum de Cantor e Compositor.

Marcelo tem uma trajetória que inclui parcerias como Arnaldo Antunes, Leandro Maia e Nelson Coelho de Castro, entre outros. Produziu trilhas para teatro, dança, TV e cinema.

Atua como educador musical, ministrando cursos e oficinas de musicalização, para crianças e adultos. Coordena três grupos de canto: o Grupo de Canto Sol de Si, o Quartas Cantantes e o Grupo de Quinta.

Giovanni Berti

Giovanni Berti é percursionista, multi-instrumentista há 42 anos. Começou sua carreira com o compositor Túlio Piva.

Participou dos regionais de chorinho Vibrações e Theatro São Pedro, acompanhando nomes como Moreira da Silva, Jards Macalé, Déo Rian, Altamiro Carrilho, Ademilde Fonseca e Jamelão.

Integrante do Geraldo Flach Quarteto, também fez parte no quarteto do acordeonista Luís Carlos Borges.

Esteve ao lado de nomes de expressão nacional como Ivan Lins, Roberto Menescal, Dominguinhos, Sivuca e Marcos Suzano.

Foi contemplado com o prêmio de melhor instrumentista em vários festivais, entre eles o Moenda da Canção de Santo Antônio da Patrulha, o Festival Canto da Lagoa de Encantado, e no Festival de Chorinho de Porto Alegre.

Foi indicado para o Prêmio Açorianos de Música como melhor instrumentista MPB em 1994, 1996, 1997 e 2016.

Nicoly Owicki é estagiária de jornalismo. Matéria elaborada com supervisão dos editores.

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