EDUCAÇÃO

Demissões de professores na Ulbra podem chegar a 200

Crise na universidade provoca grande número de demissões nos campi do Rio Grande do Sul. Sindicato dos Professores se reunirá com mantenedora para garantir pagamentos das verbas rescisórias e do FGTS
Por Redação / Publicado em 10 de janeiro de 2019

Foto: Reprodução/Facebok

Campus da Ulbra em Canoas, Região Metropolitana de Porto Alegre

Foto: Reprodução/Facebok

O Sindicato dos Professores do Ensino Privado do Rio Grande do Sul (Sinpro/RS) informou que está acompanhando um grande número de demissões de professores de todos os campi da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra) no estado. A instituição ainda não forneceu o número total, mas as evidências, segundo o Sindicato, apontam para cerca de 200 desligamentos.

Na próxima segunda feira, 14, a direção do Sinpro/RS terá reunião com a Associação Educacional Luterana do Brasil (Aelbra), mantenedora da instituição, para esclarecimentos sobre o alto número de desligamentos e garantir o pagamento das verbas rescisórias e do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) – uma vez que, além dos sistemáticos atrasos salariais, a instituição não tem recolhido regularmente o FGTS de seus empregados.

“O elevado número de demissões preocupa o Sindicato, assim como efetivo pagamento das verbas rescisórias, pois a instituição tem atrasado muito a integralização deste direito”, observa Marcos Fuhr, diretor do Sinpro/RS que acompanha a instituição.

Segundo o diretor,  este processo de demissões é um novo desdobramento da profunda crise pela qual a universidade passa ao longo dos últimos 10 anos.

Trabalham na Ulbra 1.332 professores na educação superior e 287 professores na educação básica.

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