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Operação policial em comunidades do Rio deixa saldo de sete mortos

Moradores da Maré fecharam uma das principais avenidas da capital carioca para protestar contra violência policial e foram alvejados com balas de borracha e bombas de efeito moral
Por Marcelo Menna Barreto / Publicado em 25 de novembro de 2022

Imagem: BandRio/ Reprodução

Choque da PM carioca participou de operação em 13 comunidades desde a madrugada desta sexta-feira, com saldo de sete mortos até agora

Imagem: BandRio/ Reprodução

Operação policial em 13 comunidades da Zona Norte do Rio de Janeiro realizada na manhã dessa sexta-feira, 25, deixou um saldo até o momento de sete pessoas mortas e oito feridas a tiros.

Dois feridos são policiais. O clima é tenso na região. Após a morte de um morador da favela Nova Holanda, Complexo da Maré, moradores chegaram a bloquear a Avenida Brasil e foram violentamente reprimidos pela Polícia Militar (PM).

O corpo de um morador que foi morto a tiros na operação foi retirado da favela por familiares em um carrinho de cargas. Um ferido foi levado para o Hospital Geral de Bonsucesso.

Indignados com a violência policial os manifestantes protestaram atirando pedras contra os policiais militares e atearam fogo em colchões e pneus.

Policiais do Batalhão de Choque da PM carioca usaram balas de borracha e bombas de efeito moral para conter a manifestação. O Centro de Operações Rio (COR) pede que motoristas evitem passar pela região.

No Morro do Juramento, foram seis mortes. Segundo informou a PM e a Polícia Civil do Rio, a operação conjunta em 13 comunidades é para coibir movimentações criminosas relacionadas a roubo de veículos e de carga.

Ao contrário dos bloqueios antidemocráticos, os moradores das comunidades que protestavam contra a violência policial foram alvejados com balas de borracha e bombas de efeito moral.

Educação e saúde

A Secretaria municipal de Educação (SME) da capital fluminense informou que cerca de 40 escolas da região do Complexo da Maré estão fechadas.

O atendimento está sendo prestado de forma remota devido à operação das polícias que acontece desde as 4h na comunidade.

Em nota, a SME diz que a suspensão das aulas integra um plano de emergência adotado para garantir a segurança dos alunos e professores.

Unidades de saúde tiveram seu atendimento parcialmente suspenso por conta das operações na Maré, em Bangu, Senador Camará, no Morro do Juramento e Ilha do Governador.

A medida faz parte do protocolo de emergência que visa garantir a segurança dos profissionais e usuários dos serviços de saúde no Rio de Janeiro.

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