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Campanha pede banimento do glifosato

Consulta pública recolhe assinaturas contra parecer da Anvisa e alerta que o herbicida é classificado como potencialmente cancerígeno pela OMS
Da Redação / Publicado em 6 de junho de 2019

Foto: Coletivo SumOfUs.org/ Divulgação

Foto: Coletivo SumOfUs.org/ Divulgação

Encerra nesta quinta-feira, 6, a chamada para a Consulta Pública lançada em 30 de maio pela Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida que contesta o parecer da Anvisa e ressalta a necessidade do banimento imediato do glifosato no Brasil.O glifosato é o agrotóxico mais usado no mundo. Desenvolvido originalmente pela Monsanto em 1970, o herbicida é hoje classificado pela OMS como provavelmente cancerígeno”, alerta o portal Agrotóxico Mata!

Em 2008, a Anvisa iniciou no Brasil um processo de reavaliação do glifosato, com objetivo de, à luz dos novos estudos científicos, verificar se o produto segue atendendo à legislação brasileira. Passados 11 anos, a agência apresentou um parecer favorável à manutenção do produto no mercado brasileiro, com algumas pequenas restrições. Entre elas, estão a proibição da venda de glifosato concentrado para jardinagem amadora, e outra polêmica, que propõe o rodizio de trabalhados nas atividades de aplicação com trator.

A Campanha ressalta a necessidade do banimento imediato do glifosato no Brasil pelos seguintes motivos:

Organização Mundial da Saúde (OMS), classificou o glifosato como provável cancerígeno humano do grupo 2A. A Lei brasileira proíbe o registro de agrotóxicos cancerígenos

Foto: Getty Images

Organização Mundial da Saúde (OMS), classificou o glifosato como provável cancerígeno humano do grupo 2A. A Lei brasileira proíbe o registro de agrotóxicos cancerígenos

Foto: Getty Images

Em 2015 a Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (Iarc), da Organização Mundial da Saúde (OMS), classificou o glifosato como provável cancerígeno humano do grupo 2A. A Lei brasileira proíbe o registro de agrotóxicos cancerígenos.

O glifosato contamina a água, ar, o solo e os animais.

Nos EUA, a Monsanto/Bayer já foi condenada em 3 ocasiões por vítimas de câncer provocado pelo glifosato. Na maior das condenações, o valor da reparação de danos chegou a U$ 2 bilhões. Há ainda cerca de 13.400 semelhantes tramitando.

Em 2017, após intensa discussão na Europa, o agrotóxico teve seu registro renovado por apenas 5 anos e não pelo tempo usual de 15 anos para moléculas com longo tempo no mercado, demonstrando que há dúvidas sobre a segurança do produto.

O glifosato é o principal herbicida associado às sementes transgênicas, e a existência de cada vez mais plantas resistentes leva a um uso sempre maior do produto.

Existem alternativas!

Por fim, a campanha lembra que mais de 20 mil agricultores e agricultoras já produzem de forma orgânica no país; milhares de famílias que fizeram a transição agroecológica produzem alimento saudável, sem utilizar o glifosato ou qualquer outro agrotóxico.

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