MOVIMENTO

Movimentos sociais fazem atos por paz e democracia

Organizações realizam atos inter-religiosos em Porto Alegre e São Paulo em memória das vítimas de intolerância política e contra a violência nas eleições nos dias 16 e 17 de julho
Da Redação / Publicado em 15 de julho de 2022

 

Movimentos sociais fazem ato por justiça, paz e democracia

Foto: Reprodução/Redes sociais

Celebração ecumênica marca uma semana do assassinato do petista Marcelo Arruda, em Foz do Iguaçu, durante sua festa de 50 anos

Foto: Reprodução/Redes sociais

Neste final de semana, nos dias 16 e 17 de julho, movimentos sociais realizarão atos inter-religiosos em Porto Alegre e São Paulo por Justiça, Paz e Democracia. Os atos prestam homenagem a Marcelo Arruda, Marielle, Anderson, Dom e Bruno, entre outras vítimas fatais da violência e da intolerância política no Brasil.

Em Porto Alegre, no Parque Farroupilha (Redenção), no domingo, 17, às 11 horas, ocorrerá uma celebração ecumênica marcando uma semana do assassinato do petista Marcelo Arruda, em Foz do Iguaçu, durante sua festa de 50 anos.  A atividade é organizada por um conjunto de partidos, movimentos sociais, sindicais e entidades da sociedade civil.

De acordo com a organização, o ato será em memória a todas as vítimas do ódio e da intolerância política, como Marcelo, Marielle, Anderson, Dom e Bruno, entre tantos outros. No Rio Grande do Sul, episódios de violência política vem se acumulando desde 2018, quando houve os ataques à caravana Lula, nos episódios sofridos por Manuela D’Àvila nas eleições de 2018 e 2020, nos atos cometidos contra vereadoras em diferentes cidades do estado. O clima de insegurança levou até mesmo ministros do STF a cancelarem agendas na serra gaúcha.

Na praça da Sé, ato por Dom e Bruno

Em São Paulo, no sábado, 16,  a Frente Inter-religiosa Dom Paulo Evaristo Arns por Justiça e Paz, em parceria com a Comissão Justiça e Paz de SP, a Comissão Arns, o Instituto Vladimir Herzog e a OAB-SP, realizará ato em homenagem ao indigenista Bruno Pereira e ao jornalista britânico Dom Phillips .

Intitulado “Bruno e Dom presentes: em defesa dos povos indígenas do Brasil”, este encontro inter-religioso pretende ressaltar a importância de defender a vida, a terra e a cultura dos povos indígenas e tradicionais, proteger o meio ambiente e aqueles que lutam para preservá-lo, em meio a violações sistemáticas e institucionalizadas de direitos.

O evento contará com a participação de católicos, anglicanos, metodistas, pentecostais, judeus, muçulmanos, bahá’ís, budistas, kardecistas, povos tradicionais de matrizes africanas e membros da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, além de representantes de povos indígenas, defensores dos Direitos Humanos e representantes da sociedade civil.

Movimentos sociais fazem ato por justiça paz e democracia

Foto: Reprodução/Divulgação

Foto: Reprodução/Divulgação

Artistas participarão

Beatriz Matos, viúva de Bruno, e Alessandra Sampaio, viúva de Dom, também estarão presentes. O ato ainda conta com participações culturais, como o cantor Chico César, o coral indígena Opy Mirim, a cantora Marlui Miranda e cantora lírica Tati Helene. Dom Cláudio Hummes, conhecido como “profeta da Amazônia” por seu empenho na defesa socioambiental da região, e que faleceu em 04/07, também será lembrado na solenidade.

Em manifesto, as organizações chamam a atenção para a escalada da violência contra os povos indígenas e tradicionais, fruto do descaso oficial e do desmonte de políticas públicas de preservação do meio ambiente – e cobram justiça pelas vítimas.

“Honrar a memória desses defensores de direitos humanos exige dar continuidade à sua bem-aventurada missão. Assim, devemos relatar e denunciar a violência que se impõem sobre esses povos, exigir que sejam tomadas as providências devidas para a sua proteção, e transformar todas as crenças e estruturas que dão espaço para a violência”, diz o manifesto da Frente com as entidades parceiras.

Centrais sindicais e movimentos sociais integram movimento

As centrais sindicais apoiam, participam do ato e convidam suas entidades de base para participarem do Ato Inter-religioso contra a Violência, para afirmar o posicionamento contra a violência política, a defesa da liberdade e da normalidade do processo eleitoral.

Nas palavras de Antonio Funari Filho, presidente da Comissão Justiça e Paz de São Paulo, um dos organizadores do Ato, “É preciso que grande parte da sociedade se una nesse esforço. É importante que haja essa manifestação, que demonstra que a gente tem que começar a dar um basta na violência. A gente só vai recuperar a dignidade e o que foi destruído nos últimos anos se houver uma grande mobilização”.

Subscreveram convite às entidades: Miguel Torres, presidente da Força Sindical;  Sérgio Nobre, presidente da CUT – Central Única dos Trabalhadores;  Ricardo Patah, presidente da UGT – União Geral dos Trabalhadores; Adilson Araújo, presidente da CTB – Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil; Oswaldo Augusto de Barros, presidente da NCST – Nova Central Sindical de Trabalhadores; Alvaro Egea, secretário geral da CSB – Central de Sindicatos do Brasil; Nilza Pereira de Almeida, secretária geral da Intersindical Central da Classe
Trabalhadora; Atnágoras Lopes, secretário nacional da CSP CONLUTAS; José Gozze, presidente da Pública, Central do Servidor; Emanuel Melato, coordenação da Intersindical Instrumento de Luta.

 

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