MOVIMENTO

ONU lança a campanha #ParaCadaUma, contra a violência doméstica e familiar no Brasil

Anúncio da #ParaCadaUma contou com ato inter-religioso e projeção no Cristo Redentor. Agosto usa como símbolo a cor lilás para marcar o mês de conscientização pelo fim da violência contra a mulher
Por Marcelo Menna Barreto / Publicado em 1 de agosto de 2022

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Foto: Reprodução

Anúncio da #ParaCadaUma, campanha da ONU contra violência doméstica e familiar, contou com ato inter-religioso e projeção no Cristo Redentor

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Anúncio da #ParaCadaUma contou com ato inter-religioso e projeção no Cristo Redentor. Agosto usa como símbolo a cor lilás para marcar o mês de conscientização pelo fim da violência contra a mulher

A Organização das Nações Unidas (ONU) lançou no domingo, 31, a campanha #ParaCadaUma sobre violência doméstica e familiar no Brasil. A data foi escolhida para dar início ao Agosto Lilás e as comemorações do 16º aniversário da sanção da Lei Maria da Penha que ocorre no dia 7 de agosto.

Articulado pela Verificado, uma iniciativa global da ONU, a campanha objetiva falar, tipificar e dar exemplos sobre todos os tipos de violência contra as mulheres.

De acordo com a organização, a proposta é fazer com que cada uma das cinco violências características contra as mulheres (psicológica, moral, patrimonial, sexual e física) sejam identificadas e nomeadas para ampliar as formas de enfrentamento a cada uma delas.

#ParaCadaUma

Representantes das crenças católica, espírita, do candomblé, umbanda, evangélicas, hare krishna, judaica e do Islã se reuniram para alertar sobre o tema.

Também foi feita uma projeção no Cristo Redentor, com a participação da cantora Kell Smith.

O Museu de Arte do Rio (MAR) e o Museu do Amanhã também aderiram ao movimento com uma iluminação especial para marcar o Agosto Lilás, mês de conscientização pelo fim da violência contra a mulher.

Um feminicídio a cada sete horas

Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, em 2021 ocorreu no Brasil um estupro a cada 10 minutos e um feminicídio a cada sete horas. O levantamento ainda denunciou que mais de 100 mil meninas e mulheres sofreram violência sexual entre março de 2020 e dezembro de 2021 no país.

No Rio Grande do Sul, segundo dados da Secretaria de Segurança Pública do estado, os casos de feminicídio cresceram 35% no primeiro trimestre de 2022. Houve uma reversão da queda verificada no período anterior que foi de aproximadamente 26%.

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