MOVIMENTO

Grito dos excluídos 2023 reivindica trabalho, direitos e democracia

Movimento terá manifestações em todo o país no dia 7 de setembro. No Rio Grande do Sul, programação será descentralizada e ocorre em São Leopoldo
Da Redação / Publicado em 5 de setembro de 2023
Grito dos excluídos 2023 reivindica trabalho, direitos e democracia

Foto: MST/ Divulgação

Grito dos excluídos de 2022, manifestantes ocupam a Praça da Sé, em São Paulo

Foto: MST/ Divulgação

Organizado pelas centrais sindicais, movimentos sociais comprometidos com a luta contra a exclusão social e pastorais, o 29º Grito dos excluídos e excluídas terá mobilizações em todo o país na quinta-feira, 7, Dia da Independência. O movimento é realizado todos os anos e tem como tema central desde a primeira edição A vida em primeiro lugar. Neste ano, o evento leva a pergunta Você tem sede de quê?

“Vamos destacar a importância da luta por trabalho decente, direitos e democracia que transformam vidas”, afirma o presidente da CUT-RS, Amarildo Cenci.

Na Região Metropolitana de Porto Alegre, o Grito será realizado em São Leopoldo, dentro da proposta construída em 2019 de descentralizar e ampliar a tradicional manifestação.

A ideia é dar visibilidade às comunidades da periferia das cidades, suas histórias de luta e de resistência, e seus “clamores”. A concentração ocorrerá, às 8h30, atrás da Estação São Leopoldo do Trensurb.

Também haverá Grito em Pelotas, onde a concentração iniciará às 10h, no Largo do Mercado Público. Durante a mobilização será produzida uma colcha de retalhos, simbolizando a voz dos excluídos e das excluídas.

O Grito dos excluídos e das excluídas, em São Leopoldo, terá início com uma caminhada até a Comunidade Steigleder, onde vivem 211 famílias, muitas das quais trabalhando com reciclagem e em situação de vulnerabilidade social.

A comunidade conta com uma Cozinha Solidária e é exemplo de engajamento e participação social, com atuação nos conselhos de defesa de direitos. Os ciclones e as mudanças climáticas que agravam ainda mais as comunidades das periferias serão lembradas durante a caminhada.

As bandeiras do movimento são a luta pela terra, teto, saúde, educação, trabalho, segurança alimentar e nutricional, justiça, cultura, participação popular, democracia, inclusão social e respeito às diferenças.

Após a caminhada, será realizado um ato inter-religioso e um almoço solidário. A atividade encerrará com um gesto concreto de solidariedade do Movimento dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais Sem Terra (MST), que fará doação de alimentos para a comunidade.

Confira o roteiro das mobilizações em São Leopoldo e as entidades que compõem o Fórum do Grito.

São Paulo

Em São Paulo, haverá o tradicional ato organizado pela Central de Movimentos Populares (CMP), com apoio de entidades como a CUT São Paulo. A concentração terá início às 9h, na Praça Oswaldo Cruz, ponto inicial da Avenida Paulista.

A manifestação seguirá pela Avenida Brigadeiro Luiz Antônio em direção ao Monumento às Bandeiras, ao lado do Parque do Ibirapuera.

“Vamos levar às ruas uma reflexão sobre a retomada da democracia e celebrar os oito meses de governo democrático popular. Temos muitos desafios pela frente como o desemprego, a fome e a miséria, que seguem com índices alarmantes, assim como a necessária retomada e consolidação dos programas sociais como o Mais Médicos, o Programa de Aquisição de Alimentos e o Minha Casa, Minha Vida”, afirma Raimundo Bonfim, coordenador nacional da CMP e um dos articuladores do Grito dos Excluídos desde a sua primeira edição.

Segundo Bonfim, os movimentos também levam às ruas a bandeira da taxação das grandes fortunas e heranças.

“É preciso taxar os super-ricos para que o governo arrecade mais recursos para investir nas políticas de inclusão social. E vamos também exigir a prisão de Jair Bolsonaro pelos crimes cometidos durante seu governo”, conclama.

Para o secretário de Mobilização da CUT-SP, Osvaldo Bezerra, o 7 de setembro ocorre após inúmeras mobilizações que levaram Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República o que, para ele, representa “a derrota do autoritarismo e de ideias fascistas”.

“O Grito deste ano comemora a retirada do governo Bolsonaro que ficou quatro anos no poder implementando todo tipo de política absurda. Agora temos um governo que ouve o povo brasileiro. Este novo momento é de retomada de nossos direitos sociais e trabalhistas. Vamos às ruas para reforçar nossas esperanças por um Brasil melhor, mais justo e com democracia plena”, destaca o dirigente.

Também estão previstas manifestações a partir das 8h em Campinas (concentração no Largo do Pará, na região central); Ribeirão Preto (Comunidade Santa Madalena de Canossa e caminhada até a comunidade Santa Josefina Bakhita); São Bernardo do Campo (Praça da Matriz e caminhada pelas ruas do centro); Santos (concentração em frente à Paróquia Sagrada Família, bairro Castelo).

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