OPINIÃO

Freire é pop

EDITORIAL - Um resumo da edição 257 do Jornal Extra Classe, de setembro de 2021, publicada em FLIP, PDF e on-line
Os editores / Publicado em 10 de setembro de 2021

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Um “H” faz toda a diferença. Em nossa reportagem que celebra o centenário do educador e patrono da educação brasileira, intitulada Paulo Freire a mais de 100, assim mesmo, sem “H”, pensamos não apenas em um Paulo Freire que existe há 100 anos, mas bem mais do que isso. Projetamos o Paulo Freire que está além, porque sempre esteve à frente, veloz, que já vivia depois do seu centenário mesmo antes de alcançá-lo.

O título e a capa brincam com um Paulo Freire que ficou mais popular – ou pop –, conforme foi sendo atacado. Seja nos anos da ditadura, o que resultou em seu exílio, seja nos tempos atuais, em que o poder estabelecido no Brasil vive sob a celebração de conceitos da Idade Média e briga com a ciência. Se o Brasil anda para trás, em marcha-à-ré, na política, a teoria de Freire segue e já passou dos 100 anos e a centenas de quilômetros por hora.

Um ex-morador de rua uniu conhecimento que adquiriu na universidade com a experiência de ter vivido nas ruas durante 15 anos. Essa é a história do estudante de Políticas Públicas Anderson Rosa Ferreira, 44 anos, que fundou a Escola Virtual de Cuidado em Redução de Danos. Nossa reportagem conta como funciona a iniciativa, que pretende reverter o olhar assistencialista de quem trabalha com políticas públicas voltadas à população de rua para uma visão mais ampla da redução de danos.

Nesta edição, também olhamos para um tema que é recorrente no Extra Classe: o meio ambiente. Mais especificamente, a qualidade dos rios gaúchos. Não bastassem os velhos inimigos das águas que consumimos em nossas torneiras – poluição industrial, falta de saneamento –, nossos rios passaram também a carregar cada vez mais agrotóxicos, antibióticos e toda sorte de protetores solares e outras substâncias jogadas pelas populações das cidades em sua corrente.

No que se refere à cultura, o jornal foi investigar como anda o acervo de mais de 40 anos da extinta Fundação Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore (FIGTF), o qual foi desmembrado e espalhado. Descobrimos que acessar o conteúdo desse acervo se tornou uma via sacra, que dificulta a vida de pesquisadores e estudiosos dos costumes e das manifestações artísticas do homem do pampa.

E ainda: a análise de política de Marco Weissheimer, a coluna de Marcos Rolim, as crônicas de Verissimo e Fraga, a charge de Santiago, os quadrinhos de Edgar Vasques e Rafael Corrêa.

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