OPINIÃO

Em tempos de guerra e pandemia, a saúde da mente anda cada vez mais precária

EDITORIAL
Da Redação / Publicado em 5 de março de 2022

Arte de Fabio Edy Alves sobre foto Unsplash

Arte de Fabio Edy Alves sobre foto Unsplash

Em nossa entrevista deste mês, voltamos a tratar da questão da terra e das escolhas feitas pelo Brasil nas últimas décadas. O economista Paulo Kliass é taxativo: “Não basta a gente ter que se con­tentar em ter perdido indústrias e investir só no agronegócio, na economia primária exportadora ou na área de serviços de baixa qualidade. Temos que continuar o caminho da industrialização, porque ela, a indústria, é que gera produtos de valor agregado cada vez mais concreto”. Segundo ele, nossa desindustrialização foi corres­pondida por um crescimento expressivo do agronegócio, e que isso nos torna cada vez mais dependentes e reféns de uma economia primária exportadora.

AMBIENTE – Em 21 de março de 2022, completa-se uma década da instituição do Dia Internacional das Florestas, pela ONU. A mudança do Código Florestal se tornou um dos marcos que definem a atual situação do país, que hoje é o líder mundial de desmatamento de florestas.

EDUCAÇÃO – Adaptado por diferentes governos estaduais como uma inovação para que a educação atenda às demandas dos jovens e da sociedade nos dias de hoje, o Novo Ensino Médio preocupa pesquisadores, mobiliza entidades, e sua implantação, na rede pública estadual do RS, já é alvo de movimentações entre deputados para tentar alterar a legislação.

SAÚDE MENTAL – Conforme dados apurados pela repor­tagem do Extra Classe, a situação de caos tomou conta do serviço de saúde mental de Porto Alegre nos últimos anos, com superlotação de emergên­cias, esperas de dois anos para uma consulta e desrespeito ao Es­tatuto da Criança e do Adolescen­te (ECA) no atendimento de popu­lações infantis e jovens. Há postos em que a lotação ultrapassa 241%, e filas de espera com mais 2.700 pacientes. Casos que não são urgentes esperam por consultas por até dois anos.

CULTURA – Esgotado em menos de um mês, nova edição do livro Um tempo para não esquecer – A visão da ciência no enfrentamento da pandemia do coronavírus e o futuro da saúde (Editora Bazar do Tempo), da médica Mar­gareth Dalcolmo, pesquisadora da Fiocruz, chega às livrarias. Ela conversou com o Extra Classe e falou sobre a obra e sua proximidade com a literatura.

E ainda: Luis Fernando Verissimo, Marcos Rolim, Marco Weissheimer, Rafael Corrêa, Edgar Vasques e Fraga.

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