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Nº 040 | Ano 5 | Abri 2000
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Assistencialismo e educação

Flávio Ilha

Foi lançado, no mês passado, pela editora Sulina, um livro fundamental para quem quer entender o papel da educação na sociedade brasileira nos próximos anos. O desafio não é pequeno. Educação Brasileira, Desafios e Perspectivas para o Século XX (Sulina, R$ 21) foi organizado pelo professor doutor Ernâni Lampert, da Universidade Federal de Rio Grande. O trabalho é resultado de quase cinco anos de discussões teóricas dentro do programa Educação Brasileira. O objetivo é capacitar os docentes para serem agentes transformadores do sistema de ensino.

A prioridade é a produção do saber, ao invés da reprodução do conhecimento. Entre os textos de vários educadores que fazem parte do projeto, destaque para Educação e Política Social, em que o sociólogo Aloísio Ruscheinsky contrapõe a perspectiva assistencialista da sociedade brasileira a projetos informais de educação. O assistencialismo desfaz a noção fundamental de direito social e cidadania. “Nesse sentido, escreve Ruscheinsky, é típico da postura assistencialista reservar uma educação pobre, saúde de segunda categoria, habitações que mais escondem do que humanizam”. Ainda mais: os setores empobrecidos da sociedade pagam a ÔesmolaÕ com a subserviência. é discussão de primeira.

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