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Nº 187 | Ano 19 | Set 2014
CULTURA DOADORA
CENTRAL DE TRANSPLANTES

Atenção permanente e agilidade

Central de Transplantes do Rio Grande do Sul segue a lógica de rede do sistema nacional

Foto: Igor Sperotto

Central de Transplantes do Rio Grande do Sul segue a lógica de rede do sistema nacional

Foto: Igor Sperotto

O processo de transplante requer atenção per­manente e coordenação ágil. Em função disso, a Cen­tral de Transplantes do Rio Grande do Sul, que inte­gra o Complexo Regulador do Estado, funciona 24 horas por dia, nos sete dias da semana. A médica Ro­sana Nothen, que coordena a Central, informa que, atualmente, a dinâmica de trabalho está bem organi­zada e setorizada. Ela está preocupada com a equipe médica, que atualmente está em número reduzido. Há dez vagas, mas hoje são apenas oito que se revezam em plan­tões de 24 horas por dia, sete dias por se­mana. “Hoje é difícil fechar uma escala da magnitude que te­mos”, diz. O restante é considerado sufi­ciente: quatro enfer­meiros, um dentista, um psicólogo, dois assistentes sociais, um assessor técnico, 13 estagiários de Medicina (foram abertas va­gas em processo seletivo específico), dois auxiliares administrativos e dois auxiliares de regulação.

Os médicos coordenam e assessoram todos os processos e avaliam as condições das instituições e equipes. Eles atuam na orientação, revisão, vistoria e fiscalização. As assistentes sociais são responsáveis pelo controle das listas de espera e relacionamento com profissionais e pacientes. A psicóloga gerencia as revisões das doações efetivadas, com posterior con­tato com as famílias doadoras para avaliação do pro­cesso. Também coordena os estágios oferecidos pela Central para a qualificação de estudantes de Medicina e outros cursos. A assessora administrativa organiza os cursos de formação para profissionais ligados ao transplante no RS e gerencia toda parte administrati­va demandada pelo processo doação/transplante.

Rosana informa que, atualmente, os serviços de transplantes estão dentro da lógica de rede, que parte do Sistema Nacional de Transplantes. Porto Alegre e Passo Fundo são referência para fígado e a capital é a única que transplanta coração e pulmão. E rins, além da capital, podem ser transplantados em Pelotas, San­ta Maria, Passo Fundo, Caxias do Sul e Lajeado. “Não temos transplante de intestino e nem a intenção de fazer, pelo menos tão cedo. A procura é considerada baixa e São Paulo dá conta da demanda. Talvez seja este um bom exemplo de trabalho em rede”. A médi­ca comemora que, hoje, a lista de espera por córneas está zerada no estado.

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