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Nº 205 | Ano 21 | Jul 2016
ENSINO PRIVADO
FUNDAÇÃO LIBERATO

Retomada a negociação com o Governo do Estado

Fundação Liberato: retomada a negociação com o Governo do Estado

Foto: Marcelo Orth

Professores mantêm mobilização em julho por melhores salários e condições de trabalho

Foto: Marcelo Orth

A comissão de negociação dos professores da Fundação Liberato, de Novo Hamburgo, formada por representantes do Sinpro/RS e da Associação de Docentes, retomou as reuniões de negociação com o Governo do Estado no dia 22 de junho. O mês foi marcado pela mobilização permanente dos professores devido ao não pagamento dos auxílios alimentação e creche, perdas salariais de 15,35%, não cumprimento do Plano de Carreira, entre outras questões relativas às condições de trabalho e salário.

Após os professores rejeitarem a proposta de reajuste salarial de 5,54%, os representantes do Governo apresentaram nova proposta que prevê pagamento retroativo de 50% da inflação acumulada do período revisando (11,08%), mais 50% da perda reconhecida no acordo anterior (3,84%), totalizando 7,67%. Quanto às demais cláusulas sociais com repercussão econômica, serão corrigidas pelo INPC integral do último ano (11,08%).

O Governo condicionou o pagamento das promoções à realização de acordo para alterar, por dois anos (2017 e 2018), o Plano de Carreira, reduzindo dos atuais 30% para 20% o número de servidores a serem promovidos. Os representantes dos docentes explicitaram a profunda contrariedade com a alteração de um Plano de Carreira que foi uma grande conquista da categoria e sustentaram que haja uma reconsideração por parte do Governo sobre essa questão.

Sobre o pagamento dos vales-refeição em atraso, o Sinpro/RS esclarece que o processo em curso será encerrado somente através de um acordo quando, efetivamente, se realizar o pagamento dos vales em atraso. “Estamos envidando todos os esforços para que os mesmos se façam por meio de valores a serem creditados no contracheque, a título de verbas indenizatórias”, afirma Amarildo Cenci, diretor do Sinpro/RS.

ANHANGUERA – Ação coletiva garante pagamento a professores
A Justiça julgou procedente ação coletiva, ajuizada pelo Sinpro/RS em março de 2013, postulando o pagamento de horas/aula aos professores da Anhanguera, de Rio Grande, orientadores dos Trabalhos de Conclusão de Curso (TCC) e participantes de Bancas de Avaliação. O processo tramitou na 1ª Vara do Trabalho de Rio Grande.

A condenação contemplou 25 professores que orientaram TCCs e/ou participaram de Bancas entre o segundo semestre de 2010 e o primeiro semestre de 2014. Os professores receberam no mês de junho deste ano um total de R$ 704.468,83. “Antes de ajuizar a ação, o Sindicato notificou a instituição pelo descumprimento da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), mas a instituição continuou não pagando os professores”, observa Ivo Lamar de Souza Mota, diretor do Sinpro/RS – Regional Rio Grande.

SINPRO/RS – Mais de 21 mil sócios
O Sindicato dos Professores superou, em junho, a marca de 21 mil professores associados. O crescimento do quadro social da entidade é meta de campanha de sindicalização anual. O ensino privado gaúcho conta, atualmente, com 33.701 professores nos diferentes níveis e modalidades de ensino. A meta da campanha 2016 é de associar 2.360 professores.

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