Economia
Quem aderir ao Desenrola Adimplentes não poderá usar Bets por seis meses
As Bets têm causado preocupação no governo brasileiro pelo alto nível de endividamento que está…

Filas se formam em frente a bancos e supermercados no Famengo, zona sul da capital carioca, que registrou a segunda maior alta na cesta básica em agosto: 4,75%
Foto: Tânia Rego/Agência Brasil
Os dados da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos realizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) indicaram que, em agosto, os preços do conjunto de alimentos básicos, necessários para as refeições de uma pessoa adulta (conforme Decreto-lei 399/1938) durante um mês, aumentaram em 13 das 17 capitais pesquisadas. Em outras quatro cidades, o custo da cesta básica diminuiu.
Devido à pandemia do novo coronavírus, o Dieese suspendeu, em 18 de março, a coleta presencial de preços da pesquisa. Desde então, a entidade realiza uma tomada especial de preços à distância para verificar o custo da cesta básica em 16 das 17 capitais onde o levantamento é realizado. A pesquisa só tem sido feita presencialmente na cidade de São Paulo, com menor número de pesquisadores e em horários em que os estabelecimentos comerciais estão mais vazios. As feiras livres, que fazem parte da pesquisa regular, não estão sendo pesquisadas em nenhuma cidade.
Arte: Extra Classe
A capital com a maior variação do país, 5,08% em agosto, é Vitória (ES), onde um trabalhador consome mais de 107 horas de trabalho só para custear a alimentação. Em Porto Alegre, alta de 3,40%, o tempo de trabalho consumido pela cesta básica supera 111 horas. A maior média de horas trabalhadas necessárias para a aquisição de alimentação foi verificada em São Paulo, 113 horas e 40 minutos.
Em São Paulo, única capital onde foi realizada coleta presencial, a cesta custou R$ 539,95, com alta de 2,90% na comparação com julho. No ano, o preço do conjunto de alimentos aumentou 6,60% e, em 12 meses, 12,15%.
Com base na cesta mais cara, que, em agosto, foi a de São Paulo (R$ 539,95), o Dieese estima que o salário mínimo necessário deveria ser equivalente a R$ 4.536,12, o que corresponde a 4,34 vezes o mínimo vigente de R$ 1.045,00. O cálculo é feito levando em consideração uma família de quatro pessoas, com dois adultos e duas crianças.
O tempo médio necessário para adquirir os produtos da cesta, em agosto, foi de 99 horas e 24 minutos, maior do que em julho, quando ficou em 98 horas e 13 minutos.
Quando se compara o custo da cesta e o salário mínimo líquido, ou seja, após o desconto referente à Previdência Social (alterado para 7,5% a partir de março de 2020, com a Reforma da Previdência), verifica-se que o trabalhador remunerado pelo piso nacional comprometeu, em agosto, na média, 48,85% do salário mínimo líquido para comprar os alimentos básicos para uma pessoa adulta. Em julho, o percentual foi de 48,26%.
PORTO ALEGRE – Em Porto Alegre, são oito produtos com alta em relação a julho: o tomate (21,33%), o óleo de soja (21,15%), o arroz (17,91%), a banana (9,76%), o feijão (5,00%), o leite (4,77%), a manteiga (3,21%), o pão (3,05%); e cinco com queda em relação a julho: a batata (-9,86%), o açúcar (-1,89%), a farinha de trigo (-1,35%), a carne (-0,55%) e o café (-0,10%). Na capital gaúcha, a jornada necessária para comprar a cesta básica: 111h horas e 17 minutos. O percentual do salário mínimo líquido para compra dos produtos da cesta atingiu 54,69%.
*Com informações do Dieese.