Jornal Extra Classe - Jornalismo além da superfície
Nº 095 | Ano 10 | Set 2005
PALAVRA DE PROFESSOR

Ana Cristina Simor da Silva Leonardi*

Boa gestão, administração e ética são constantes desde nossos primeiros ensinamentos. Na família, quando acontece o início da socialização, na Educação Infantil ao aprendermos aos poucos como nos integrar em um ambiente mais amplo que o lar, no Ensino Fundamental ao superar e administrar conflitos e no Ensino Médio ao praticar o que apreendemos. Assim, o conceito de ética vai se construindo em nossas mentes. Somos educados na família e na escola para sermos, convivermos, conhecermos e fazermos uma sociedade voltada para o desenvolvimento integral do homem.

Na educação, a ética e a boa gestão deveriam estar intrínsecas na aprendizagem, assim prepararíamos melhor nossos cidadãos para a vida com conhecimento pertinente, o qual usariam para desempenhar seu compromisso diante dos problemas sociais. E os ensinamentos da escola não ficariam estanques em testes, mas transcenderiam o Ensino Médio para atuar em meio à comunidade.

O que há de errado na educação daqueles que não se comprometem com a ética na gestão que desempenham? Faltaram-lhes princípios da criação humana. Na família, limites; na Educação infantil, aprender a conviver justa e honestamente com os outros; no Ensino Fundamental, desenvoltura para pensar em soluções eficazes que não prejudiquem o outro; no Ensino Médio, conhecimento para saber fazer política na sua essência, ciência do bem comum. Atualmente, falta-lhes honra para ressarcir a sociedade através da punição por seus atos.

Refletindo acerca da situação política de nosso país, pensamos: que homem queremos formar nas escolas brasileiras? Afirmo que existem educadores realmente preocupados com o assunto e exigindo boa formação, ética e boa gestão mediada pela educação.

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