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Nº 102 | Ano 11 | Mai 2006
ENSINO PRIVADO
NEGOCIAÇÃO COLETIVA

Da Redação

Está marcada para o dia 13 de maio, às 14 horas, a Assembléia Geral dos professores do ensino privado para avaliação e deliberação da proposta para acordo, negociada pelo Sinpro/RS e Sinepe/RS. A atividade acontecerá na sede estadual do Sinpro/RS em Porto Alegre (Avenida João Pessoa, 919). A proposta traz a reposição integral da inflação aos salários, retroativa a março; ajustes e melhorias em algumas cláusulas e inclusão da obrigatoriedade da adoção pelas instituições de ensino de políticas para a prevenção e combate à violência contra os professores.

Depois de dois meses de negociação coletiva, uma das mais longas e acirradas dos últimos anos, e da decisão da assembléia geral dos professores realizada em abril condicionando o acordo à reposição integral da inflação, o Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino (Sinepe/RS) chegou a uma proposta para acordo. A proposta traz a reposição integral da inflação de 4,63%, retroativa a março, com pagamento da diferença de março no salário de maio e a de abril no de junho. “A reposição integral da inflação ocupou a maior parte das discussões com o Sinepe/RS”, explica Marcos Fuhr, diretor do Sinpro/RS. “Consideramos desproporcional as invocações da crise econômica do Estado, utilizadas pela patronal para justificar a tentativa de arrocho salarial. Percorremos diariamente inúmeras instituições e a realidade não é bem esta. Há, sim, escolas com dificuldades por problemas de gestão”, observa.

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Foto: Tânia Meinerz

Foto: Tânia Meinerz

A proposta apresenta também alteração em algumas cláusulas. “O percentual de adicional por tempo de serviço foi reduzido de 4% para 3% a cada quatro anos”, destaca Fuhr. Ele diz, no entanto, que outras cláusulas receberam melhorias, como a do Plano de Saúde e a do Aprimoramento Acadêmico.

Marcos Fuhr conta que o Sinpro/RS sempre pautou as negociações pela manutenção da dignidade salarial dos professores e dos diferenciais de qualidade do ensino privado. “Escola privada sem o diferencial de qualidade não tem razão de existir. Durante toda a negociação, alertamos a sociedade gaúcha sobre esta questão.”

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