Jornal Extra Classe - Jornalismo além da superfície
Nº 117 | Ano 12 | Set 2007
ENSINO PRIVADO
URCAMP

A exoneração dos pesquisadores Norton Sampaio do cargo de coordenador de Pesquisa e Extensão e Tanira Gimenez Sampaio da função de coordenadora do Instituto Biotecnológico de Reprodução Vegetal (Intec), um respeitado centro de pesquisa do estado, causou polêmica em Bagé e na comunidade acadêmica da Urcamp, no início de agosto. Segundo o professor Norton, no momento em que foi comunicado pelo reitor Arno Cunha de sua decisão, este teria dito “que não agüentava mais as pressões externas e que havia tomado a decisão pela exoneração de ambos”.

Aparentemente a demissão, no início de agosto, se deveu à resistência do casal em permitir o deslocamento de estufas de plantas do Instituto, localizadas em terreno do Museu Dom Diogo de Souza, o que teria contrariado os planos da Prefeitura de Bagé. As estufas ficam em local onde o projeto paisagístico da Prefeitura (responsável pelas obras no museu gerido pela Urcamp) prevê uma valorização do espaço vazio. A Prefeitura nega que tenha pressionado a Universidade para as demissões.

O Intec é responsável por projetos com mudas de morangueiros, oliveiras e de floricultura, que na ponta da cadeia produtiva afetará centenas de produtores da região. “É um trabalho de 18 anos e que se tornou referência, além de ter formado vários doutores e trazido prestígio para a Universidade. Não queríamos que acabasse”, desabafa Norton Sampaio.

AUTORITARISMO – O reitor Arno Cunha diz que sua decisão teve motivações apenas administrativas e até mesmo econômicas. No dia seguinte ao anúncio das demissões e de que realmente haveria transferência das estufas para o Campus Rural da Urcamp, houve protestos de alunos e professores com muita repercussão na imprensa local. Docentes da Universidade criticaram a forma como o caso foi conduzido durante encontro de professores promovido pelo Sinpro/RS, no último dia 18 de agosto, em São Gabriel. “A decisão do reitor reforça a marca autoritária da Urcamp, e atinge profissionais reconhecidos e um centro de excelência da Instituição”, pondera Marcos Fuhr, da direção do Sinpro/RS.

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