Jornal Extra Classe - Jornalismo além da superfície
Nº 124 | Ano 13 | Jun 2008
EXTRAPAUTA

Os associados do Cpers/Sindicato elegem no dia 25 de junho a nova direção para o triênio 2008/2011. Serão eleitas a direção central e as direções dos 42 núcleos distribuídos pelo estado. A entidade representa cerca de 120 mil trabalhadores em Educação da rede pública – professores, especialistas e funcionários de escola – sendo 87 mil associados. Até o fechamento desta edição, três chapas estavam inscritas. Na Chapa 1, predominam candidatos ligados à central sindical Conlutas, tendo Rejane de Oliveira como candidata a presidente e Neida Oliveira e Neiva Lazzarotto a vices. Na Chapa 2, ligada à CUT, a atual presidente do Cpers, Simone Goldschmidt, concorre à reeleição, tendo Enio Manica e Denise Goulart como candidatos a vices. Já a Chapa 3, do movimento Pó de Giz, tem Edi Maria Mazzotti Ferigollo como candidata à presidência e José Benjamin Jorej e Denise Schwochow a vices. As inscrições encerram dia 10 e a previsão era de inscrição de uma quarta chapa, ligada à nova central sindical CTB.

Parlamento sem povo

Os deputados gaúchos aprovaram na sessão de 27 de maio, por 33 votos a 13, um projeto de resolução impedindo o ingresso nas dependências da Assembléia Legislativa de “pessoas acusadas de perturbar a ordem, obstruir trabalhos ou atentar contra o patrimônio público”. O autor da proposta, Nelson Marchezan Júnior (PSDB), argumentou que o objetivo é inibir a ação de “meia dúzia de baderneiros, muitos dos quais vinculados a interesses político-partidários”. Elvino Bohn Gass, da bancada do PT, que votou em bloco contra a medida, lembrou que o regimento interno da Casa já dispõe sobre o esvaziamento das galerias em caso de tumulto e a custódia de desordeiros. Ele qualificou a proposição de autoritária e antirepublicana. “É inadmissível que se acuse um cidadão e o impeça de ingressar na Assembléia Legislativa sem garantir o mais elementar direito de defesa. Isso só serve para afastar o povo e impingir uma pecha ditatorial ao parlamento”, protestou.

Farra das papeleiras I

Três grandes empresas produtoras de celulose estão mudando a paisagem, os hábitos e a economia do estado com florestas de eucaliptos e irrigando as relações com o meio político com contribuições de campanha para dezenas de candidatos e a promessa de investimentos de R$ 10,7 bilhões em cinco anos. As doações atingiram R$ 2 milhões nas eleições de 2006, sendo R$ 500 mil para a governadora Yeda Crusius (PSDB), segundo série de reportagens publicada pelo Correio Braziliense.

Farra das papeleiras II

A tramitação de licenças de operação e a elaboração de um zoneamento ambiental generoso à atuação das empresas provocaram as resistências do Ministério Público Federal, do Ibama e de ambientalistas. O MPF apresentou ação civil pública contra as empresas de celulose Aracruz, Votorantim e a sueco-finlandesa Stora Enso. Também foi citada a Fepam por supostas irregularidades nos processos de licenciamento.

Farra das papeleiras III

Até a compra de terras na faixa de fronteira do RS, procedimento vetado pela Legislação Brasileira sem prévia autorização do Conselho de Defesa Nacional, foi denunciada. A Stora Enso já estava negociando a compra de terras na fronteira do RS por intermédio de uma empresa constituída de acordo com as leis brasileiras, mas com 99,99% das suas cotas em nome da Stora Enso Uruguay, criada no Uruguai e controlada pela Stora Enso Amsterdam. Para contornar a legislação, a multinacional criou a Azemglever Agropecuária, em nome de dois funcionários brasileiros. O caso foi parar na Polícia Federal.

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