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Nº 183 | Ano 19 | Mai 2014
ENSINO PRIVADO
NEGOCIAÇÃO COLETIVA

Em assembleia geral, realizada no último dia 26 de abril, os professores do ensino privado aprovaram a proposta para acordo na educação superior e deliberaram pela continuação das negociações na Câmara da educação básica. A categoria tem a expectativa de melhorar a proposta de aproximação dos valores da educação infantil/anos iniciais com os anos finais. A proposta aprovada para os professores da educação superior garante 5,38% de reajuste salarial nos meses de março e abril, integralizando 6% em maio; e manutenção das demais cláusulas da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT).

Professores repudiaram problemas de comunicação patronal quanto às propostas

Foto: Leonardo Savaris

Professores repudiaram problemas de comunicação patronal quanto às propostas

Foto: Leonardo Savaris

Segundo Cecília Farias, diretora do Sinpro/RS o desfecho do processo de negociação da Comissão da educação básica foi frustrado pelo conteúdo da última versão da proposta para acordo quanto à aproximação dos valores hora-aula da educação infantil/anos iniciais com os anos finais. “Há pelo menos dois anos o Sinpro/RS vem reivindicando a redução desta injusta diferença”, destaca. Os demais itens foram considerados aceitáveis: reajuste salarial de 5,38% nos meses de março e abril, integralizando 6,38% em maio, criação de uma Comissão paritária para elaborar proposta do calendário escolar 2015 e manutenção das demais cláusulas da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT).

A assembleia dos professores repudiou os problemas de comunicação do Sinepe/RS com os sindicatos de professores quanto ao conteúdo da proposta da educação básica. No dia 24 de abril, após divulgação de um conteúdo da proposta relativa à aproximação da hora-aula do ensino fundamental, a direção do Sinepe/RS informou o que segundo os dirigentes patronais teria sido aprovada pela assembleia das escolas. “Estes problemas decorrem da desconfiança que pauta a postura do Sinepe/RS em relação aos professores”, observa Cecília Farias.

As negociações salariais 2014 começaram no dia 18 de março e ocorreram em duas câmaras: educação básica e educação superior, com ampla mobilização dos professores.

 

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