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Servidores de nível superior do RS buscam reestruturação das carreiras

Após sucessivas reformas, conjunto das categorias com nível superior que atuam nas secretarias estaduais busca recuperação de subsídios e direitos a progressões
Da Redação / Publicado em 9 de junho de 2021
Estado tem cerca de 8 mil servidores das diversas categorias profissionais de nível superior

Foto: Leandro Osório/ Especial Palácio Piratini

Estado tem cerca de 8 mil servidores das diversas categorias profissionais de nível superior

Foto: Leandro Osório/ Especial Palácio Piratini

O Sindicato dos Servidores de Nível Superior do RS (Sintergs) abriu um canal de negociação com o governo do estado sobre reestruturação das carreiras. A diretoria do sindicato protocolou uma proposta de reformulação das carreiras de analistas de projetos e políticas públicas, extranumerários e especialistas em Saúde. O ofício foi encaminhado ao secretário de Planejamento, Governança e Gestão, Claudio Gastal.

As diversas categorias de nível superior que atuam no estado, incluindo os servidores da área da Saúde, totalizam cerca de 8 mil profissionais, mais de 5 mil sindicalizados. O Sintergs informou que o projeto de reestruturação das carreiras visa a recuperar parte das perdas de seis anos sem reposição salarial e dois anos sem promoções.

Antonio Augusto Medeiros, presidente do Sintergs

Foto: Sintergs/ Divulgação

Antonio Augusto Medeiros, presidente do Sintergs

Foto: Sintergs/ Divulgação

“É urgente a reestruturação das carreiras como forma de valorizar esses trabalhadores, possibilitando, inclusive, a transversalidade dos analistas e especialistas entre as carreiras de estado. É uma forma de modernizar a estrutura, possibilitando que servidores atuem em outras secretarias sem prejuízos a suas remunerações e atendendo às necessidades do serviço público”, explica Antonio Augusto Medeiros, presidente do sindicato.

O dirigente lembra ainda que, com as reformas nas carreiras de nível superior, os servidores estaduais não têm mais direitos a progressões. Se mantiveram somente os avanços, mas de forma restrita. Por isso, ressalta a importância de adotar uma nova matriz salarial por subsídio e uma progressão na carreira por meio de promoções.

Perdas salariais

Um levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese/RS) divulgado em abril deste ano mostrou que os servidores estaduais acumulam perda salarial de 38,5% desde 2015. O governo estadual deixou de pagar, ao não repor a inflação, 5 bilhões entre os anos de 2015 a 2020. Só no governo Eduardo Leite (PSDB), a perda salarial já representa 9,94%, aponta o Dieese.

O estudo destaca que as categorias da iniciativa privada têm uma data-base de negociação com a patronal, enquanto os trabalhadores públicos ficam à mercê dos gestores executivos. São estes que, unilateralmente, definem quando irão ou não negociar com os servidores. De acordo com o Dieese, além dos salários, as negociações incluem “condições de trabalho, atuação das pessoas na prestação do serviço, desempenho das funções, qualidade da prestação dos serviços, o que vem a ser de interesse social”.

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