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Réu e investigado, ex-diretor Silvinei Vasques se aposenta da PRF

Silvinei é réu por improbidade, acusado de pedir votos de forma ilegal para Jair Bolsonaro e investigado por barreiras da PRF nas eleições
Por César Fraga / Publicado em 23 de dezembro de 2022
Réu e investigado, ex-diretor Silvinei Vasques se aposenta da PRF

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Silvinei Vasques, além de réu por improbidade também está sendo investigado por comandar uma série de barreiras feitas pela PRF no dia do segundo turno das eleições e pela omissão da PRF, sob seu comando, durante as barreiras nas estradas logo após anúncio do resultado das eleições

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Deu no Diário Oficial da União (DOU) desta sexta-feira, 23 de dezembro, que o polêmico ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal, Silvinei Vasques, é o mais novo aposentado da corporação. No último dia 20, ele foi exonerado do cargo.

Silvinei é réu por improbidade administrativa na Justiça Federal do Rio de Janeiro, acusado de pedir votos de forma ilegal em uma rede social para o presidente Jair Bolsonaro, durante a última campanha presidencial.

Ele também está sendo investigado por comandar uma série de barreiras feitas pela PRF no dia do segundo turno das eleições. Em vídeos que circularam no dia das eleições, vários eleitores nordestinos em transporte público se queixaram de que não estariam conseguindo chegar aos locais de votação.

A omissão da PRF em desmobilizar os bloqueios em estradas logo após o anúncio do resultado do segundo turno das eleições também é alvo de investigação Para o Ministério Público Federal. Há indícios de motivação política no caso.

Vasques tem apenas 47 anos, mas a ei permite que ele encerre a carreira com 20 anos de atividade policial. Ele entrou em 1997 e contribuiu 27 anos para a Previdência. Sendo assim está dentro da regra em vigor quando entrou na PRF. O benefício foi concedido “com proventos integrais e paridade correspondentes ao subsídio do cargo efetivo”.

Histórico de processos disciplinares e violência réu

O policial rodoviário já tinha sua ficha corrida entre a série de documentos sob proteção de 100 anos de sigilo decretadas pelo governo que deixa o Palácio do Planalto em janeiro de 2023.

Próximo do filho 01 do presidente da República, o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos/RJ), Vasques se tornou diretor-geral da PRF com a ascensão de Anderson Torres ao cargo de ministro da Justiça e Segurança Pública.

Ele já chegou para o comando da PRF com oito processos disciplinares contra ele na instituição. Sob a proteção dos Bolsonaro, no entanto, nada aconteceu ao agente. Apenas um processo acabou em punição, o do espancamento de um frentista de posto de gasolina. A PRF decretou o sigilo dos casos em 2021.

Também existe a acusação de cobrança de propinas de uma empresa de guincho interessada em trabalhar nas rodovias federais da região de Joinville (SC) e ameaça de morte.

Todas as solicitações de dados a respeito feitas via Lei de Acesso à Informação por veículos de imprensa foram rejeitadas por Anderson Torres.

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