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05/04/2018
TRABALHO

Ocorre um acidente de trabalho fatal a cada 3 horas e 38 minutos no Brasil e são consequência da falta de prevenção
Da Redação
O Brasil ocupa o quarto lugar no ranking entre os que mais vitimam trabalhadores

Foto: Igor Sperotto/Arquivo Extra Classe

O Brasil ocupa o quarto lugar no ranking entre os que mais vitimam trabalhadores

Foto: Igor Sperotto/Arquivo Extra Classe

Nos últimos 5 anos, ou seja, entre 2012 e 2018 os acidentes de trabalho custaram ao país R$ 27,3 bilhões.  Nesse período, os brasileiros perderam 318,4 mil dias de trabalho em razão desses acidentes, levando o país a ocupar o quarto lugar no ranking entre os que mais vitimam trabalhadores. Pelas médias apresentadas, este ano, conforme a projeção do MPT, pode encerrar com um prejuízo de R$ 4 bi. Já ultrapassa R$ 1 bi, só no primeiro trimestre.

Esses dados, e a informação de que ocorre um acidente de trabalho fatal a cada 3 horas e 38 minutos no Brasil, foram apresentados pelo procurador-geral do Ministério Público do Trabalho, Ronaldo Curado Fleury, nesta quarta-feira, 4 de abril aos participantes do lançamento da Campanha Nacional de prevenção de Acidentes de Trabalho (Canpat), da Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT), que ocorreu em Brasília, no Ministério do Trabalho.

O procurador-geral destacou que esta é a contribuição do Ministério Público do Trabalho (MPT) para que o governo possa desenvolver políticas públicas e os empregadores possam cuidar melhor da saúde e da vida dos empregadores, bem como os sindicatos possam reforçar seu esforço de conscientização para que os trabalhadores deixem de virar estatística.

O MPT desenvolveu, em parceria com a Organização Inernacional do Trabalho (OIT), o Observatório de Saúde e Segurança do Trabalho, onde são cruzados os dados do Ministério do Trabalho, do INSS, do Ministério da Fazenda e de outros órgãos e instituições, para fornecer conhecimento.

Acidentes de trabalho custam R$ 27 bi ao país

Foto: Igor Sperotto/Arquivo Extra Classe

Foto: Igor Sperotto/Arquivo Extra Classe

Nessa conta também não entra os danos futuros e psicológicos para os trabalhadores acidentados e a dor de parentes que perdem familiares em acidentes fatais.

Segundo o Ministério Público do Trabalho (MPT), esse prejuízo é consequência da falta de prevenção à saúde do trabalhador, que geram auxílios-doença, aposentadorias por invalidez, pensões por morte e auxílios-acidente cobertos pela Previdência Social.

Nesse período de apenas três meses, foram emitidas mais de 150 mil Comunicações de Acidentes de Trabalho, entre as quais estão notificadas 585 vítimas fatais. Os dados são do Observatório Digital de Saúde e Segurança do Trabalho, Smartlab de Trabalho Decente MPT – OIT, acessados no dia 28 de março.

Para o coordenador nacional de Defesa do Meio Ambiente do Trabalho do MPT, Leonardo Osório, “a proteção à saúde e à segurança do trabalho é dever de todos, em especial diante de uma iminente reforma de previdência, pois o acidente de trabalho não afeta só o trabalhador”, alerta ele. É o que está nos cartazes da campanha, que explicam: “Atinge a empresa, a economia, a saúde e a previdência. Prejudica você, porque afeta o país”

 

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