Jornal Extra Classe - Jornalismo além da superfície
Nº 115| Ano 12 | Jul 2007
FRAGA

O primeiro PC que se tem notícia foi o Primatus.
Seu hardware era igual ao do mais sofisticado modelo atual: um potencial processador embutido na caixa superior da máquina. Na parte frontal, havia duas telinhas lado a lado e câmeras acopladas. O tubo de ligação entre o processador e a CPU trazia reprodutor de som e pequeno alto-falante abaixo do canal de ventilação. Nas laterais, par de caixinhas para captação sonora.

Na fase experimental, existia um apêndice na parte detrás do equipamento. Tinha várias funções aplicativas, desde o uso e o transporte da CPU inteira. Por decisão do fabricante, Natureza S.A., acabou redesenhado (em alguns modelos, ainda é percebido no design curvilíneo).

Primatus se adaptou ao mercado como nenhum processador até então. Operacional e versátil, se tornou auto-programável, o que fez toda a diferença na produção. A linha se expandiu e foram testadas incontáveis séries, cada uma mais avançada que a outra.

O principal software, Expressão do Pensamento, é que teve evolução lenta e gradual.

Os programas lingüísticos do Primatusdatam, ao que se sabe, desde o padrão Erectus. Depois progrediram com o Neandhertal, até chegar ao mais desenvolvido deles, o Sapiens.

Pelo histórico da fábrica, são 100 mil anos de aperfeiçoamentos. Sucessivas tentativas de up-grade davam ou em projetos limitados ou atendiam apenas a públicos e épocas circunscritas.

Assim foi com os iniciais Palavra eVocabulário, unificados no Dialetos, acessível para grupos e regiões afins. Dele derivaram infinitos outros, até a configuração com recursos abrangentes, como o primeiro software livre, auto-instalável, Línguas, compatível desde as mortas até gíria atual e local.

Mas o mais revolucionário programa é o Escrita. Foi lançado nos primórdios do PC básico, a partir de rústicos sinais rupestres.

A seguir, com a introdução de impressionantes periféricos (como placas de argila, estiletes, pincéis e papiro), vieram o Cuneiforme e o Hieróglifos, além da versão oriental Ideogramas.

Com o inovador Alfabeto, nas versões Romano e Cirílico, o Escrita se disseminou. Aplicativos como o Manual, o Datilografia e o mais recente,Digital, e suportes específicos como livros, jornais e revistas ajudam o usuário a registrar o antes irregistrável.

No futuro, a última palavra em linguagem será sempre a penúltima. Mas sem aquele primitivo processador, esta crônica seria em guinchos e grunhidos.

Marcado .Adicionar aos favoritos o permalink.
© Copyright 2014, Jornal Extra Classe - Todos os direitos reservados.

Os comentários estão encerrados.


CONTEÚDOS RELACIONADOS