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Nº 175 | Ano 18 | Jul 2013
ENSINO PRIVADO
HISTÓRIA

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Arte: D3 Comunicação

Arte: D3 Comunicação

Depois da primeira greve de professores particulares, a partir de 1987, a organização da categoria se intensificou. Foi realizado, nos dias 16, 17 e 18 de outubro daquele ano, pelo Sinpro/RS, o 1º Congresso Estadual de Professores das Escolas Particulares (Cepep), na Escola Técnica Parobé, com a participação de 193 professores, 135 deles como delegados eleitos pelos colegas nas escolas.

O 1º Cepep afirmou as diretrizes que passaram a constituir a atuação da categoria e sua identidade. Entre as resoluções estava a defesa do ensino público e gratuito, a filiação do Sindicato a uma central sindical, a necessidade de organização por local de trabalho e a continuidade do processo de interiorização.

Logo foram criadas três delegacias regionais (atualmente designadas regionais), em Bagé, Pelotas e Santa Cruz do Sul. Ao mesmo tempo, foi feita uma massiva campanha de sindicalização, elevando para 6 mil o número de sócios. Em 1988, no ano do cinquentenário do Sindicato, atividades comemorativas, como exposição de fotos e documentos históricos, baile, torneio de esportes foram realizadas com o seminário A Educação, os Professores e a Constituinte Estadual. O Sinpro/RS desencadeou um movimento defendendo o fim do regime horista, contrato por tempo contínuo, regulamentação do número de alunos em sala de aula e implantação de um plano de carreira. Ainda em 1988, foi reformulado o estatuto da entidade, tornando a gestão democrática e transparente, com a criação de novas instâncias deliberativas, mecanismos de controle e ampliação da interiorização, que objetivava organizar 15 delegacias regionais. Mais quatro foram criadas, em Uruguaiana, Novo Hamburgo, Santo Ângelo e Santa Rosa. Em 1989, com a criação das delegacias de Santa Maria e de Lajeado/Estrela, o Sindicato somava dez regionais e 7 mil associados. Naquele ano, o Congresso Nacional estava em Assembleia Nacional Constituinte, e no ano seguinte, os deputados constituintes na Assembleia Legislativa escreveriam a Constituição Estadual.

Ainda em 1988, o Sinpro/RS foi protagonista no Congresso Pró-Universidade Pública Estadual, que instituiu oMovimento Pró-Uergs e se engajou no Movimento em Favor dos Parques da Cidade, desenvolvido em Porto Alegre, contra o projeto Praia do Guaíba, que pretendia urbanizar a orla e abrir a área à especulação imobiliária. No mesmo ano, acompanhou o III Congresso Nacional da CUT, em Belo Horizonte, e fez o debate sobre sua filiação à Central, que ocorreu no 2º Congresso Estadual de Professores das Escolas Particulares(Cepep), em junho de 1990. Desde então o Sinpro/RS sempre contou com representantes em cargos diretivos na CUT e federações.

O ano de 1989 destaca-se pela greve geral convocada pela CUT e CGT nos dias 14 e 15 de março. Os professores gaúchos participaram ativamente desta que foi a maior greve geral depois de 1964. Os professores particulares unificam a campanha salarial junto com os outros trabalhadores da Educação. Em abril realizam greve de 25 dias e, de 4 a 10 de maio, ocorre a primeira greve na história do Senai, que resulta na conquista do INPC integral. Em setembro, a categoria reelege com 94,2% dos votos a direção do Sinpro/RS em chapa única, a Segunda Estação, que incluiu em sua composição representantes das dez delegacias regionais.

Ao longo deste ano, o Extra Classe publicará fatos marcantes da história do Sinpro/RS.

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