Cultura
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Tela de Jotape Pax, em exposição na Ecarta: os espaços de criação sob tensão em tempos de instabilidade
Foto: Divulgação
A Galeria da Fundação Ecarta (Av. João Pessoa, 943 – Porto Alegre) inaugura nesta terça-feira, 30, três novas exposições que dialogam com o corpo como lugar simbólico, político e sensível. A abertura contará com um encontro com artistas e curadores, seguido por um coquetel de inauguração às 19h. A visitação segue até 2 de novembro, com entrada franca.
As mostras integram os projetos Artista+Artista, Projeto Potência e Professor Artista/Artista Professor, reafirmando o compromisso da galeria com a valorização da diversidade de linguagens, trajetórias e poéticas que atravessam a produção artística contemporânea.

Ubiratan: a arte como território em constante reinvenção
Foto: Divulgação
Com curadoria de Mona Carvalho, a exposição reúne obras dos artistas Jotape Pax e Ubiratan Fernandes, que dialogam entre si por meio da pintura e da fotografia, tensionando os espaços da criação em tempos de instabilidade. A mostra propõe uma reflexão sobre a arte como território em constante reinvenção, feita de gestos transitórios, mas essencialmente vivos.
“Entre enchentes e instabilidades, entre muros urbanos e territórios simbólicos, dois artistas dialogam em contraste, revelando a arte como gesto efêmero, porém persistente. A arte não apenas habita terras — ela as cria”, pontua a curadora Mona Carvalho.

Nega Angela: um ensaio visual potente sobre envelhecimento, etarismo e os ciclos do corpo
Foto: Divulgação
No espaço do Projeto Potência, a artista Nega Angela apresenta um ensaio visual potente sobre envelhecimento, etarismo e os ciclos do corpo. Com curadoria de Fernando Schmitt, a mostra traz imagens captadas com o celular, em um processo espontâneo e intuitivo do corpo da artista.
“Fotografo com o celular e, como estou sempre com ele, uma ideia pode ser colocada em prática rapidamente, meio sem pensar, seguindo uma intuição mais pura”, conta Nega Angela, artista selecionada por edital da sala Potência.

O simbolismo das cabeças como depositárias da memória e da experiência humana na arte de Ana Aita
Foto: Divulgação
Artista visual e arte-educadora, Ana Aita apresenta sua nova série de trabalhos, centrada no simbolismo das cabeças como depositárias da memória e da experiência humana. Suas esculturas e objetos poéticos investigam os fragmentos do eu, a passagem do tempo e a busca por novos sentidos.
“Nesta nova série, a cabeça é gaveta e baú – abrigo de alegrias, saudades e dificuldades. Há uma explosão que rompe a pele do tempo, espalha fragmentos no vazio e abre portas para o indizível. Na natureza, renascemos em busca de um novo corpo que escute mais o mundo e, assim, descubra quem somos”, convida Ana Aita.
O quê: Abertura de três exposições na Galeria Ecarta
Quando: 30 de setembro (terça-feira)
17h – Roda de conversa com artistas e curadores
19h – Abertura com fala dos artistas
Visitação: Até 2 de novembro, de terça a domingo, das 10h às 18h
Onde: Fundação Ecarta – Av. João Pessoa, 943 – Porto Alegre
Entrada gratuita