Cultura
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Santiago é um dos chargistas que exporá trabalhos no evento. A charge acima está na edição impressa de março/abril do Jornal Extra Classe e faz parte da exposição
Charge: Santiago
A exposição 1º de abril – 62 anos do golpe militar em charges estreia nesta quarta-feira, 1º, reunindo 60 trabalhos críticos ao golpe e ditadura militar. O evento acontece na Câmara Municipal de Porto Alegre, às 19h. As charges estarão expostas até 15 de abril. Entrada franca.
A exibição reúne trabalhos de 22 chargistas renomados: Alisson, Batsow, Bier, Edgar Vasques, Elias, Eugênio Neves, Fraga, Fuchs, Hals, Kayser, Juska, Latuff, Lu Vieira, Máucio, Miguel Paiva, Moa, Sampaio, Sampaulo, Schröder, Tarso, Uberti e Santiago.
O Movimento de Justiça e Direitos Humanos (MJDH) organiza a exposição junto aos Grafistas Associados do Rio Grande do Sul (Grafar), com apoio da Revista Grifo.
A intenção da exposição é preservar a memória referente aos eventos traumáticos que ocorreram durante a ditadura militar brasileira, que durou de 1964 a 1985. O Relatório Final da Comissão Nacional da Verdade (CNV) – Volume III reconhece 434 casos de pessoas vitimadas pelo Estado brasileiro no contexto de repressão política entre 1946 e 1968, sendo 351 pessoas após o Ato Institucional nº 5, de 1969 a 1978, o período mais violento da ditadura militar.
“O humor torna viva a memória do trágico golpe militar de 1964. Como sempre ocorre nos atentados militares, a verdade foi vítima. s militares corromperam a própria data da ação que violentou a vida dos brasileiros. Para escapar da piada pronta, forçaram a falsa versão do 31 de março. O golpe aconteceu mesmo em 1º de abril, o dia dos bobos”, destaca a organização.
O convite também reforça que o país não pode esquecer seu passado, sob risco de que novas tragédias se repitam.
“Preservar a memória de um povo é recusar o esquecimento organizado das vergonhas históricas. Desmentir versões oficiais, transformar o traço de humor de anedota em documento, é fazer com que as futuras gerações possam rir, chorar e aprender, para que nunca mais aconteça. Para que o País resista a violências como a de 8 de janeiro de 2023”, defende a organização.