POLÍTICA

Outra baixa no governo Bolsonaro: Levy pede demissão

Menos de 24 horas após ter sua “cabeça” anunciada à prêmio pelo presidente Jair Bolsonaro, Joaquim Levy encaminhou sua carta de demissão da presidência do Bndes ao ministro da Economia Paulo Guedes
Por Marcelo Menna Barreto / Publicado em 16 de junho de 2019
Joaquim Levy

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Levy: carta de demissão foi entregue ao ministro da Economia na manhã deste domingo, 16

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

“Solicitei ao ministro da Economia, Paulo Guedes, meu desligamento do Bndes. Minha expectativa é que ele aceda. Agradeço ao ministro o convite para servir ao país e desejo sucesso nas reformas. Agradeço também, por oportuno, a lealdade, dedicação e determinação da minha diretoria”, disse o executivo em seu pedido de exoneração.

No meio político, a declaração de Bolsonaro dita ontem de que estaria furioso com Levy porque o, então chefe do BNDES, teria como diretor um ex-colaborador dos governos do PT, soou como mais uma prova da instabilidade emocional do presidente. O próprio presidente da Câmara, Rodrigo Maia, após declarações de insatisfação de Guedes com os rumos da proposta de reforma da Previdência, disse, na semana passada, que “o governo é uma usina de crises”.

Fritura explícita como política

O desgaste de agentes públicos até que os mesmos caiam de seus cargos sempre existiu no meio político. Bolsonaro, no entanto, tem usado essa estratégica de forma explícita o que, na opinião de analistas, seria uma forma de reafirmar sua autoridade, uma vez que tornou-se notório a sua informação de que não entende de educação, saúde e economia, entre outros assuntos, o que é explorado por seus críticos como total incapacidade para governar.

Em seis meses do governo Bolsonaro, três ministros foram demitidos, Ricardo Vélez, Educação; Gustavo Bebianno, da Secretaria-Geral, e o general da reserva Alberto dos Santos Cruz, da Secretaria de Governo. Os dois últimos caíram, respectivamente, após embates com o filho do presidente o vereador Carlos Bolsonaro e o guru Olavo de Carvalho.

Bolsonaro já coleciona com o afastamento de Levy 19 baixas no segundo escalão de seu governo.

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