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Em assembleia realizada no sábado, após reunião de negociação do Simpa com o prefeito, municipário decidiram pelo encerramento da greve
Foto: Lia Ávila/ Simpa
Em greve desde o dia 1º de abril, os servidores da prefeitura de Porto Alegre retornaram ao trabalho nesta segunda-feira, 14, com a expectativa de retomada das negociações com o governo municipal a partir de setembro e a promessa de que não terão descontados os 12 dias de paralisação. A categoria reivindica 33,4% de reposição de perdas salariais, já que não teve reajuste pela inflação nos últimos quatro anos.
Em assembleia realizada no sábado, após reunião de negociação do Sindicato dos Municipários (Simpa) com o prefeito Sebastião Melo (MDB), os municipários decidiram aceitar uma nova versão da proposta de reajuste parcelado de 4,83% que havia sido rejeitada no início da semana.
No encontro, o governo propôs os 4,83% de reposição da inflação, pagos em quatro parcelas (1% em setembro, 1% em outubro deste ano e mais 1% em fevereiro; e 1,83% em abril de 2026). Além disso, propôs aumento de 10% no vale-alimentação (5% em maio e 5% em agosto) e se comprometeu em não descontar os dias parados.
A categoria aceitou a proposta e decidiu continuar a mobilização nos locais de trabalho e nas comunidades, com indicativo de nova assembleia a ser realizada em maio.
A pauta dos servidores reivindica reposição das perdas salariais dos últimos quatro anos em que a categoria não teve reajuste pela inflação, o que representa uma perda de 33,4%.
Além disso, os municipários pediram o imediato pagamento das progressões 2014/2016, vale-alimentação compatível com o custo dos alimentos, plano de saúde adequado às necessidades da categoria e fim das privatizações, concessões e parceirização do Dmae.
Para o diretor-financeiro do Simpa, Assis Olegário, a proposta do governo “é muito insuficiente e rebaixada”, mas foi aceita por se tratar de uma abertura para a continuidade das negociações em setembro quando estará na mesa uma nova proposta referente à reposição de 4,62% referentes à reposição da inflação de 2024.
Também foi decisiva a promessa do governo de abonar as faltas referentes aos dias de paralisação.
Olegário ressalta que a avaliação dos municipários é de que a greve foi positiva. “Depois de sete anos, a categoria se mobilizou e foi pra rua, principalmente os servidores da educação, e com o apoio popular em todos os locais da cidade e nas atividades descentralizadas. Se não tivesse greve, o governo não teria proposto nada”. A proposta também inclui a formação de dois grupos temáticos das áreas da educação e saúde para acompanhamento das demandas. “Esperamos que o governo cumpra a palavra, envie o projeto de reajuste para a Câmara, abone o ponto dos grevistas e em setembro volte a sentar na mesa conosco”.