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Movimento é lançado pelo grupo de leitura e escrita coletiva LerAlice, da Agência Livre para Informação, Cidadania e Educação (Alice)
Foto: Luiz Abreu/Divulgação
A geração que mudou costumes e lutou para libertar o país de uma ditadura vai à luta de novo. A juventude rebelde do século 20 é hoje a velhice rebelde do século 21 e, em conjunto, promete enfrentar o etarismo na capital gaúcha.
O grito de largada será dado no encontro O Tempo da Velharada, marcado para o próximo sábado, 13 de dezembro, a partir das 14h30, na Casa Alice (Olavo Bilac,188 – Cidade Baixa, em Porto Alegre). O ingresso é contribuição espontânea.
O evento foi organizado pelo Projeto LerAlice, em parceria com o trio Mulheres Inquietas, e viabilizado pela Agência Livre para Informação, Cidadania e Educação (Alice). Tem como objetivo iniciar um movimento na cidade contra o etarismo, discriminação contra pessoas com base em sua idade.
“Os velhos e as velhas, em especial, enfrentam mais de um preconceito. Além da idade, enfrentam o preconceito estético, das cidades sem acessibilidade, da infantilização. Enfrentam a perda do poder aquisitivo. Enfim, um compêndio de preconceitos que precisamos enfrentar”, destaca a jornalista Rosina Duarte, uma das criadoras da Alice. “A luta não vai ser pequena”.
Estas duas perguntas deverão nortear o debate aberto e as reflexões durante do Tempo da Velharada, que também terá música e momentos de descontração, “porque a alegria é transgressora, nestes tempos de preconceito e dificuldades para a população desta faixa etária”.
O riso, a convivência social, o acesso à cultura, a preservação da autonomia, o cuidado, a transmissão do legado imaterial, a luta coletiva e a consciência de “um mundo além de nós” são pautas obrigatórias.
Tudo isso ancorado na ideia da redução de danos do silêncio e da solidão.
Como mestres de cerimônia, o encontro terá as integrantes do grupo de leitura e escrita coletiva LerAlice e Mulheres Inquietas, integrado por Heloisa Palaoro, Ana Lúcia Pompermayer e Alice Diesel.
O público também poderá apreciar a exposição de pinturas Flora Florada, da artista Flora Zeltzer. E, sem esquecer a literatura, as organizadoras programaram, ainda, uma feira de livros.
O encontro é um projeto da Alice, organização da sociedade civil, sem fins lucrativos. Há 26 anos, Alice trabalha pela conquista do direito à comunicação nas suas mais diversas formas, combatendo preconceitos e integrando-se à luta por um mundo mais justo e ambientalmente preservado.
Entre outros iniciativas, Alice desenvolve o jornal Boca de Rua, único no mundo feito, gerido e vendido por pessoas em situação ou com trajetória de rua.