Cultura
Designer lança coleção de cadernetas inspiradas em pontos turísticos de Porto Alegre
A série Sketchbooks POA RS, de Bento de Abreu, será apresentada em 20 de junho,…

Longa Nuestra Tierra de Lucrecia Martel é um dos filmes selecionados para a a 17ª edição do Festival Internacional de Cinema da Fronteira
Foto: Rei Pictures/Divulgação
As cidades gaúchas de Bagé e Santana do Livramento recebem, de 28 de abril a 2 de maio, a 17ª edição do Festival Internacional de Cinema da Fronteira. A programação inclui projeções, shows e atividades formativas gratuitas. Em paralelo ao Festival, acontece o laboratório de projetos Sur Frontera WIP LAB, voltado para profissionais do audiovisual.
A competitiva reúne 30 títulos de 18 países, divididos por igual em longas, curtas e curtas de animação, vários deles inéditos. Dos longas, oito deles são dirigidos por realizadoras ibero-americanas. Seis produções gaúchas serão exibidas fora de competição e onze projetos do Brasil e América Latina concorrem no Sur Frontera WIP LAB.
A exibição dos longas em competição acontece no Cine 7, precedidas pela projeção de curtas da mostra principal, com atrações no Centro Histórico Vila de Santa Thereza e Instituto Municipal de Belas Artes (Imba). O coquetel de recepção acontece antes, na segunda (27), às 21h, na Casa de Cultura Pedro Wayne.
Nesta edição, Elvira Nascimento, Lúcio Yanel, Maria Luiza Benitez, Nei Lisboa, Paulo Ricardo de Moraes e Sapiran Brito (1947-2025) receberão a honraria. A curadoria de longas é assinada por Fatimarlei Lunardelli, Jonas Chadarevian e Roger Lerina. Este ano, o evento recebeu mais de 3,2 mil inscrições de 120 países, sendo mais de 470 longas.
Luiz Fernando Mainardi, prefeito de Bagé, vê o evento como motivo de orgulho para a cidade e o estado.
“A cada edição, nossa cidade recebe nomes importantes do cinema e reafirma seu lugar como um polo de produção e valorização da cultura audiovisual”. Para o gestor, o evento projeta Bagé, movimenta a economia, fortalece a identidade cultural e gera impacto positivo para a região. “Neste ano, o festival conta com o apoio da Prefeitura e também da Assembleia Legislativa, uma parceria importante que construímos e que amplia ainda mais a força do evento”, destaca.
A Assembleia Legislativa concederá aos realizadores um total de R$ 15 mil, sendo R$ 10 mil ao melhor longa e R$ 2,5 mil ao melhor curta e ao melhor curta de animação.
XVII Festival Internacional de Cinema da Fronteira
De 28 de abril e 2 de maio de 2026 em Bagé e Santana do Livramento
Confira a programação completa no site: festivaldafronteira.com.br
Instagram: @festivaldafronteira
Entrada franca
Filmes selecionados
Competitiva Internacional de Longas-Metragens
Aqui Não Entra Luz, de Karol Maia (Documentário, Brasil)
Ángeles, de Paula Markovitch (Ficção, México/Argentina)
Cartas Para…, de Vânia Lima (Documentário, Brasil)
Cielo, de Alberto Sciamma (Ficção, Bolívia)
Duas Vezes João Liberada, de Paula Tomás Marques (Ficção, Portugal)
Futuro Futuro, de Davi Pretto (Ficção, Brasil)
Nada a Fazer, de Leandra Leal (Documentário, Brasil)
Nuestra Tierra, de Lucrecia Martel (Documentário, Argentina)
Un Futuro Brillante, de Lucía Garibaldi (Ficção, Uruguai)
Quemadura China, de Verónica Perrotta (Ficção, Uruguai)
Competitiva Internacional de Curtas-Metragens
A Biblioteca de Jorge Furtado, de Glênio Póvoas e Luiz Alberto Cassol (Brasil)
Cabeça, Ombro, Joelho e Pé, de Van Van (Brasil)
Coisas que Meu Pai me Deu, de David Selva, Victor Oliver e Yifan Wen (Brasil/Costa Rica/Portugal)
Do Caldeirão da Santa Cruz do Deserto, de Weyna Macedo, Lucas Parente, Adeciany Castro e Mariana Smith (Brasil)
Entrevista com Fantasmas, de Lincoln Péricles (Brasil)
Filme Pin, de María Rojas Arias e Andrés Jurado (Colômbia/Portugal)
Nuestra Sombra, de Agustina Sánchez Gavier (Argentina)
Pasta Negra, de Jorge Thielen Armand (Canadá/Colômbia/Itália/Venezuela)
Pedra-mar, de Janaína Lacerda (Brasil)
Te Extraño Perdularia, de Manu Zilveti (Cuba)
Competitiva Internacional de Curtas de Animação
After Me, The Flood, de Max Shoham (Canadá)
A Menina e o Pote, de Valentina Homem e Tati Bond (Brasil)
Apocalypsis, de Nicolás Sanabria, Emmanuel Alcalá e Andrés Llanezas (Argentina)
Duwid Tuminikiz – Makunaima é Duwid?, de Gustavo Caboco Wapixana (Brasil)
Marimbã está Acontecendo, de Maryn Marynho (Brasil)
Sheep—Wolf, de Polina Safina (Rússia)
Shelter, de Chiara Vincenti Zakhia (Itália/Líbano)
Socially approved positions of bodies in space, de Lera Oleynikova (Rússia)
The entrance lies there, de Haoyu Chen (China)
Um corpo sem cavalo?, de Lara Fuke (Bélgica/Brasil/Finlândia/Portugal)
Exibições Especiais
Darcy Fagundes, Meu Famoso Pai Desconhecido, de Luciane Fagundes
Mãos à Terra, de Sergio Kalil
O Velho Nepo, de Renatho Costa e J.N. Canabarro
Sapiran Brito e o Teatro em Bagé, dirigido por Sapiran Brito
Tambor Sem Fronteiras, de Adriana Gonçalves
Unipampa Memória Viva 20 Anos, de Simôni Gervasio e Alessandro Bica
Sur Frontera WIP LAB: projetos selecionados
Brasil Pequeno, de Genifer Gerhardt e Carla Cassapo (RS)
Cogum, de Maurício Chades (GO)
Doce Lar, de Ricardo Santos (SP)
Herdeiras da Terra, de Denise Fait e Graciela Guarani (RJ)
Kunhangue, de Dario Aldana e Werá Alexandre (SC)
Migraña Juvenil, de Viole Marquis (Argentina)
Mudanzas, de Bibiana Rojas Gómez (Colômbia)
O Lobisomem era meu Vizinho, de Matheus Hein (RS)
Ritta Faromi – A Flecha sobre as Águas, de Joana Antonaccio (RJ)
Todo Empieza Aqui, de Magdalena Schinca Damián (Uruguai)
Viracambota, de Gaston Canción (Argentina)