Ecarta recebe três exposições sobre memória e ancestralidade guarani

As mostram tem inauguração nesta sexta-feira, 22, e reúnem obras de Xadalu Tupã Jekupé, Isabelle Foliatti e Vherá Mirim Sergio. Visitação gratuita
Desenho de Isabelle Foliatti, que integra a exposição Memórias que Elas retém

Desenho de Isabelle Foliatti, que integra a exposição Memórias que Elas retém

Ilustração: Isabelle Foliatti

A programação integra as celebrações dos 400 anos das Missões Jesuítico-Guarani e propõe novas leituras sobre heranças culturais e históricas. As Missões nasceram do encontro entre jesuítas europeus e povos indígenas guaranis.

Em Projeto TAPE – Estudo dos caminhos, o artista indígena Xadalu Tupã Jekupé apresenta uma investigação sobre memória e cosmologia guarani. Com curadoria de Aldones Nino, a exposição parte do conceito de tape, “caminho” em guarani, para construir um percurso por narrativas historicamente pouco visíveis.

O projeto dá continuidade a uma pesquisa desenvolvida por Xadalu ao longo da última década, em torno do que define como um barroco jesuítico contemporâneo.

A exposição Memórias que Elas Retêm – Exercícios de permanência: oralidade e memória, da artista Isabelle Foliatti, transforma fotografias familiares em matéria de investigação visual. A curadoria é de Katia Prates.

O trabalho de Isabelle Foliatti parte da descoberta de fotografias antigas guardadas na casa da família, em Santa Rosa, e do diálogo com as memórias compartilhadas por sua avó, Edi Ribeiro.

Ao revisitar as imagens, a artista recuperou histórias, personagens e lembranças. As obras surgem do encontro entre o que permaneceu na memória e aquilo que o tempo apagou.

A mostra reúne quatro pinturas a óleo sobre lona de algodão e quatro desenhos produzidos com sanguínea e pastel seco. Os trabalhos propõem exercícios de permanência diante do esquecimento.

Cosmologia Guarani na arte apresenta esculturas em madeira produzidas por Vherá Mirim Sergio. Professor-artista indígena, ele vive no território Tekoá Anhetenguá, na Lomba do Pinheiro, em Porto Alegre, e atua na Escola Estadual Indígena Anhetenguá.

Nas atividades desenvolvidas com crianças e jovens, Vherá compartilha conhecimentos ligados à cultura guarani, ao cuidado com a terra e à vida em comunidade. A mostra aproxima arte, educação e espiritualidade por meio de obras que refletem a relação entre o povo guarani e a natureza.

Serviço

Exposições: Projeto TAPE – Estudo dos caminhos, Memórias que Elas Retêm – Exercícios de permanência: oralidade e memória e Cosmologia Guarani na arte e Cosmologia Guarani na arte
Local: Galeria Ecarta, Av. João Pessoa, 943 – Farroupilha, Porto Alegre
Abertura: 22 de maio de 2026, 19h
Conversa com os artistas: 17h
Visitação: até 28 de junho de 2026
Horário: terça a domingo, das 10h às 18h
Entrada: gratuita

Comentários