Jornal Extra Classe - Jornalismo além da superfície
Nº 058 | Ano 6 | Dez 2001
ENSINO PRIVADO
URCAMP/BAGÉ

A próxima Assembléia Geral dos professores e funcionários da Urcamp/Bagé ocorrerá no dia 17, às 17h30min, na sede da AABB. Na ocasião se avaliará a situação do movimento, se discutirá o futuro da mobilização e o que fazer com os atrasos ainda existentes.

Na última assembléia realizada (20/11), cerca de 200 participantes rejeitaram por unanimidade a proposta que havia sido apresentada pela reitoria na manhã do mesmo dia aos representantes do Sinpro/RS e Sintae/RS, em reunião ocorrida na própria Urcamp. Também foi recomendado pela plenária que o sindicato promova reuniões em todos os campi com o propósito de levar a discussão sobre a precariedade das condições de trabalho na instituição e buscar uma solução conjunta.

A contraproposta aprovada pelos professores foi de pagamento de agosto até 30/11, pagamento de setembro até 07/12, pagamento do 13º até 14/12, sendo aceita pela reitoria. Até o fechamento desta edição já foram pagos os atrasados de agosto, porém não haveria dinheiro no caixa da Urcamp para saldar o débito referente a setembro antes do dia 11/12, pois precisaria da receita obtida com as matrículas. “Este avanço do movimento demostra que a mobilização dos professores é que determina resultados e possibilita a negociação”, diz Amarildo Cenci, diretor do Sinpro/RS.

Debate – No encontro entre a reitoria e os sindicatos também estiveram presentes o Conselho da Fundação Átila Taborda e a Aprofat. A discussão abordou os fatos e problemas que assolam a Urcamp, principalmente a questão salarial. Na ocasião os representantes sindicais frisaram que existe um histórico de palavras e acordos que não foram cumpridos por parte da reitoria, o que fundamenta a desconfiança da categoria com a atual administração da Universidade.

A posição dos sindicatos com relação ao tema foi o de reforçar que a situação dos professores e funcionários está insuportável, especialmente para os que fazem desta profissão sua principal atividade econômica. “Não raro profissionais da Universidade já não têm recursos para saldar seus compromissos mais básicos, o que é inadmissível”, diz Cenci.

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