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Nº 118 | Ano 12 | Out 2007
ENSINO PRIVADO
ELEIÇÕES SINPRO/RS

Dos 11.120 votos válidos, 10.908 foram para a Chapa 1 – Sinpro/RS, Professor o Tempo Todo, única inscrita no pleito. As eleições ocorreram de 11 a 13 de setembro. Foram disponibilizadas 231 urnas para arrecadar o voto de 16.547 professores aptos a votar em todo o estado. A posse da nova diretoria será no dia 20 deste mês, às 23h, na Festa do Professor, em Porto Alegre.

A maior eleição do Sinpro/RS em número de votantes exigiu a mobilização de mais de 500 pessoas, entre diretores, professores, fiscais, mesários e pessoal de apoio, que percorreram as instituições de ensino em todo o estado. Para garantir o acesso dos eleitores à votação, buscaram vencer as dificuldades que permeiam sempre as eleições do Sindicato pelas especificidades do setor: curtos intervalos (recreios), além de cargas horárias e turnos de trabalho diferentes.

Numa das maiores universidades da região metropolitana, por exemplo, com mais de 500 professores aptos a votar, foram necessárias quase três horas para que sete professores do curso de Veterinária que estavam no campus, na manhã de quarta-feira, 12, votassem. “Imagina, então, para recolher os votos dos professores de todos os cursos”, conta Felipe Nogueira
dos Santos, mesário.

“Os momentos de contato com os professores eram poucos e curtos, antes do início das aulas, nos intervalos e no final das aulas”, conta Cássio Bessa, representante da direção na Comissão Eleitoral. Outro fator que acabou prejudicando o processo, segundo os mesários, foi a desinformação de uma parcela de professores sobre o processo eleitoral, apesar de toda a divulgação feita via veículos de comunicação do Sindicato (newsletter, site e jornal Extra Classe), além da grande mídia.

RESULTADO – A apuração total dos votos das eleições Sinpro/RS 2007 foi divulgada no início da noite do dia 14 de setembro: 10.908 votos válidos (66%); 93,37% (10.185 votos) para a Chapa 1 – Sinpro/RS, Professor o Tempo Todo; 2,23% de votos nulos (243 votos); e 4,40% em branco (480 votos). A média de abstenção foi de 34%.

Um total de 3.038 sócios, entre aposentados, professores que pagam a mensalidade através de boleto bancário e também aqueles de escolas com até dois associados, receberam pelos Correios a respectiva cédula para votarem por correspondência. Destes, retornaram ao Sindicato 504 (17%), dos quais 479 para a Chapa 1.

PROPOSTAS – A diretoria eleita é de situação e conta com uma renovação em seu quadro diretivo de 30%. Assentou o seu programa em políticas e projetos que já vêm sendo trabalhados pelo Sindicato. Assumiu o compromisso de dar continuidade às campanhas de sindicalização, que têm mantido o quadro social da entidade sempre em crescimento nos últimos anos; de manter o Sinpro/RS sempre presente nos locais de trabalho, informando e defendendo os interesses dos professores; de qualificar as negociações com os sindicatos patronais (Sinepe/RS, Sindicreches, Sindiomas, Sindepars e governo do Estado); de lutar por aumento real de salário e pela remuneração de todo o trabalho dos professores; de dar atenção especial aos fatores de adoecimento dos docentes; e de instituir um núcleo de apoio ao professor submetido a situações de violência. O programa completo está no site www.sinprors.org.br/eleicoes2007.

Chapa única tem sido comum na iniciativa privada

Diferentemente dos sindicatos de trabalhadores do setor público, os sindicatos da iniciativa privada têm, em sua maioria, nos últimos anos, chapa única em suas eleições. Para se ter uma idéia, das cinco eleições que ocorreram neste ano, em sindicatos filiados à Federação dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino Privado do RS (Fetee/Sul), apenas um contou com a inscrição de mais uma chapa – mesmo assim, em função de uma racha na atual direção da entidade. O mesmo fenômeno se encontra nos sindicatos de trabalhadores do setor privado filiados à Central Única dos Trabalhadores do Rio Grande do Sul. Segundo Celso Woyciechowski, presidente da CUT/RS, em sindicatos de base do setor público há caso de até quatro chapas inscritas. Os sindicalistas acreditam que esta realidade de chapa única expressa a própria dificuldade de se fazer sindicalismo nos dias atuais.

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