EDUCAÇÃO

Celulares apreendidos serão usados por estudantes da rede pública para aulas on-line

Projeto contempla estudantes de escolas públicas em três municípios do Litoral que estavam excluídos das atividades do ensino a distância
Da Redação / Publicado em 28 de julho de 2020
Participaram da assinatura da parceria, a juíza Anna Alice da Rosa Schuch, o promotor de Justiça Criminal de Osório, Fernando Andrade Alves, o delegado João Henrique Gomes de Almeida e o presidente do projeto social Dejone Rambor, Marcelo Maseda

Foto: MPRS/ Divulgação

Participaram da assinatura da parceria, a juíza Anna Alice da Rosa Schuch, o promotor de Justiça Criminal de Osório, Fernando Andrade Alves, o delegado João Henrique Gomes de Almeida e o presidente do projeto social Dejone Rambor, Marcelo Maseda

Foto: MPRS/ Divulgação

Alunos da rede pública de Osório, Maquiné e Tramandaí excluídos das atividades pedagógicas on-line por falta de acesso à tecnologia serão contemplados com telefones celulares para poder acompanhar as aulas remotas durante a pandemia de Covid-19. As escolas estão fechadas para atividades presenciais por decreto do governo estadual.

Um total de 120 celulares apreendidos por agentes em uma operação na Penitenciária Modulada de Osório (Pmeo) serão doados aos estudantes.

O Projeto Alquimia II foi desenvolvido pelos promotores de Justiça Criminal e Regional de Educação de Osório, Fernando Andrade Alves e Cristiane Della Méa Corrales, respectivamente, em parceria com Polícia Civil, Poder Judiciário e sociedade civil organizada.

A restauração dos aparelhos começou na sexta-feira, dia 24, e ficou a cargo do Projeto Social Dejone Rambor, associação sediada em Tramandaí que dá aulas de jiu-jitsu para crianças em situação de vulnerabilidade. A parceria prevê investimento de até R$ 5.625,00, oriundos da conta das penas alternativas da Vara de Execuções Criminais de Osório, para reparo dos aparelhos e compra dos chips com internet.

“O objetivo do projeto é possibilitar que os alunos em situação de vulnerabilidade possam acompanhar as atividades desenvolvidas em ambiente virtual, especialmente durante o período de distanciamento controlado ocasionado pela pandemia do novo coronavírus. São smartphones sem interesse criminalístico”, explica o promotor Fernando Andrade Alves.

A estimativa é que em duas semanas os aparelhos estejam prontos para a entrega em escolas públicas com carregador de bateria e termo de compromisso. A ideia, porém, é estender o projeto para outros municípios e servir de incentivo para ações semelhantes em outras regiões. Participaram da assinatura da parceria, a juíza Anna Alice da Rosa Schuch, o promotor de Justiça Criminal de Osório, Fernando Andrade Alves, o delegado João Henrique Gomes de Almeida e o presidente do projeto social Dejone Rambor, Marcelo Maseda.

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