Frente Unificada em Defesa da Uergs alerta sobre funcionamento no interior

Instituição opera com teto orçamentário de R$ 141,5 milhões, mas estimou R$ 191 milhões necessários para funcionar em 2026; Frente atua por nomeações, concursos e recomposição orçamentária
Frente Unificada em Defesa da Uergs reivindica concurso para docentes e nomeação de técnicos

Frente Unificada em Defesa da Uergs é composta pelo Sinpro/RS, Asduergs, Assuergs, Semapi e Movimento Uergs precisa de nós

Divulgação Frente Unificada em Defesa da Uergs

Nesta quarta-feira, 22 de abril, a Frente Unificada em Defesa da Universidade do Estado do Rio Grande do Sul (RS) intensificou visitas a autoridades para alertar sobre o funcionamento da universidade estadual no interior. Recebidos pela presidente do Conselho Estadual de Educação (Ceed/RS), Fátima Ehlert, e a chefe de gabinete Maria Fioriolli, os representantes entregaram documento que aponta a mantenedora da Uergs, a Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia (Sict), negligente em relação à falta de recursos humanos e infraestrutura.

“Foi isso que denunciamos ao Conselho: um processo de sucateamento que compromete a qualidade acadêmica, o funcionamento institucional e o direito da população gaúcha a uma universidade pública vinculada às realidades locais. Esse quadro é ainda mais grave porque o RS conta com apenas uma universidade estadual”, explica a docente e conselheira fiscal do Sinpro/RS, Viviane Camozatto, que sustenta que o sucateamento da Uergs fragiliza o processo de interiorização do ensino superior público. O Ceed/RS é o órgão responsável pelo recredenciamento da Universidade e reconhecimento de seus cursos.

A Uergs opera com teto orçamentário de R$ 141,5 milhões, elaborado pelo governo do estado. Peça orçamentária elaborada pela universidade apontou necessidade de cerca de R$ 191 milhões para seu funcionamento em 2026.

Concurso e nomeações

Na Assembleia Legislativa do RS, também esta semana, a Frente Unificada buscou fortalecer os pleitos da comunidade acadêmica e envolver o parlamento gaúcho nas negociações com o governo do estado pela nomeação de 27 técnicos-administrativos aprovados no concurso de 2024, autorização de concurso público com 76 vagas para docentes e recomposição orçamentária da instituição. O grupo requisitou a realização de uma audiência pública à presidente da Comissão de Educação, deputada Patrícia Alba (MDB). A delegação da Uergs também foi recebida no gabinete do deputado Paparico Bacchi (PL), que se comprometeu em apoiar as reivindicações.

O presidente da Asduergs, Fabrício Soares corrobora que as medidas são fundamentais para garantir o funcionamento da universidade. “A oferta de muitos cursos no interior será cessada se não houver a nomeação de funcionários e abertura de concurso para professores”, denuncia.

Composta por sindicatos e lideranças estudantis e atuação integrada, a frente unificada quer ver cumprida a Lei Estadual 13.968/2012, que prevê o mínimo de 600 professores no quadro da instituição, e requer abertura de concurso para começar a resolver vacâncias que se acumulam há mais de uma década. Abaixo-assinado on-line busca apoio da população.

Frente Unificada em Defesa da Uergs reivindica concurso para docentes e nomeação de técnicosFoto: Frente Unificada em Defesa da Uergs

A Frente Unificada em Defesa da Uergs é composta pelo Sindicato dos Professores da Rede Privada do RS (Sinpro/RS), a Associação dos Docentes (Aduergs) e dos Servidores Técnicos e Apoio Administrativo (Assuergs), o Sindicato dos Empregados em Assessoramento, Perícias Informações, Pesquisas e Fundações do RS (Semapi) e líder estudantil do movimento Uergs precisa de nós.

Presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT-RS), Amarildo Cenci relembra que a Uergs atua em setores estratégicos no RS e é patrimônio da população gaúcha.

A Uergs atende a 4.737 alunos, em cursos de graduação e pós-graduação, e conta com 23 unidades em 7 campi regionais, referência na promoção do desenvolvimento regional gaúcho. Metade das vagas é reservada para pessoas economicamente hipossuficientes (incluindo negras e indígenas) e 10% para pessoas com deficiência. A lei que criou a instituição completa 25 anos em 10 de julho de 2026.

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