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22/01/2019
JUSTIÇA

Operação Os Intocáveis foi desencadeada na manhã desta terça-feira, 22, pelo Ministério Público do Rio de Janeiro, para prender integrantes de organização criminosa que atua no estado.
Por Redação

Foto: Reprodução GloboNews

O Major Ronald Paulo, preso hoje, é  apontado como um dos líderes da milícia

Foto: Reprodução GloboNews

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MP/RJ), com o apoio da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) e da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) da Polícia Civil, desencadeou na manhã desta terça-feira, 22, a Operação Os Intocáveis para prender 13 integrantes de organização criminosa que atua nas comunidades de Rio das Pedras, Muzema e adjacências, na Zona Oeste do Riona Zona Oeste do Rio de Janeiro. Dentre os presos, pelo menos cinco são suspeitos de envolvimento no assassinato da vereadora Marielle Franco (PSol) e do motorista Anderson Gomes, em março 2018. A ação do MP/RJ. Também estão sendo cumpridos mandados de busca e apreensão nos endereços dos denunciados e de algumas empresas relacionadas ao grupo criminoso.

As investigações, segundo o MP/RJ, apontam envolvimento em atividades de grilagem, construção, venda e locação ilegais de imóveis, receptação de carga roubada, posse e porte ilegal de arma, extorsão de moradores e comerciantes, mediante cobrança de taxas referentes a ‘serviços’ prestados, ocultação de bens adquiridos com os proventos das atividades ilícitas, por meio de ‘laranjas’, falsificação de documentos, pagamento de propina a agentes públicos, agiotagem, utilização de ligações clandestinas de água e energia, uso da força como meio de intimidação e demonstração de poder, para manutenção do domínio territorial na região de Jacarepaguá.

De acordo com o MP/RJ, foram denunciados:
1. Adriano Magalhães da Nóbrega (mais conhecido como ‘capitão Adriano’ ou ‘Gordinho’),
2. Ronald Paulo Alves Pereira (vulgo ‘maj Ronald’ ou ‘Tartaruga’),
3. Maurício Silva da Costa (‘Maurição’, ‘Careca’, ‘Coroa’ ou ‘Velho’),
4. Marcus Vinicius Reis dos Santos (‘Fininho’),
5. Manoel de Brito Batista (‘Cabelo’),
6. Júlio Cesar Veloso Serra,
7. Daniel Alves de Souza;
8. Laerte Silva de Lima,
9. Gerardo Alves Mascarenhas (‘Pirata’),
10. Benedito Aurélio Ferreira Carvalho (‘Aurélio’),
11. Jorge Alberto Moreth (‘Beto Bomba’),
12. Fabiano Cordeiro Ferreira (‘Mágico’),
13. Fábio Campelo Lima.

No documento, o MPRJ detalha, por meio da transcrição de áudios, as relações estabelecidas entre os criminosos e a natureza das funções desempenhadas por cada um deles na hierarquia da organização, tais como segurança (ou ‘braço armado’), agente de cobrança de taxas, lavagem de dinheiro (na figura de ‘laranjas’), agiotagem e forte atuação no ramo ilegal imobiliário.

A denúncia indica que o Capitão Adriano, Major Ronald e o tenente reformado da Polícia Militar do Rio de Janeiro Maurício Silva da Costa (‘Maurição’, ‘Careca’, ‘Coroa’ ou ‘Velho’) são líderes da organização. Por sua vez, Jorge Alberto Moreth (‘Beto Bomba’) é o presidente da Associação de Moradores da comunidade de Rio das Pedras, cargo conquistado a partir de ameaças e uso de força, sendo exatamente nesta organização social onde se consolidam as transações de compra e venda dos imóveis construídos ilegalmente e a manipulação de documentos necessários à concretização de operações ilícitas. ‘Beto Bomba’ goza de informações privilegiadas sobre operações policiais realizadas nas localidades dominadas, sempre alertando seus subordinados, de forma prévia, sobre as intervenções programadas, a fim de que o esquema criminoso não seja desbaratado.

O Ministério Público espera que, a partir destas prisões, a comunidade passe a denunciar outras práticas ilegais de cobrança ilegal de taxas e outros crimes praticados pela organização criminosa.

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