MOVIMENTO

Servidores públicos protestam em Porto Alegre contra reforma do IPE Saúde

Manifestação reuniu cerca de 5 mil servidores do estado que se mobilizaram contra aumento dos descontos do IPE Saúde e por melhorias salariais
Da Redação / Publicado em 26 de abril de 2023

Foto: Sindsepe/RS/ Divulgação

Servidores do estado pediram reajuste salarial e protestaram contra reforma do IPE Saúde, que desconta mais de quem ganha menos

Foto: Sindsepe/RS/ Divulgação

Cerca de 5 mil servidores públicos marcharam pelas ruas do centro de Porto Alegre, na manhã desta quarta-feira, 26, pela revisão geral dos vencimentos e a abertura imediata de uma mesa de negociação com o governo, e em defesa do IPE Saúde.

No final da tarde de terça, integrantes da Frente dos Servidores Públicos (FSP/RS) foram recebidos pelo chefe da Casa Civil, Artur Lemos, que não deu qualquer sinal positivo de que o governo irá atender as demandas do funcionalismo, ainda que parcialmente.

A manifestação começou por volta de 9h, em frente ao prédio do IPE, no bairro Praia de Belas. No local, portando uma ficha de filiação simbólica, manifestantes convidaram o presidente do IPE, Bruno Jatene, a descer e preencher o documento, se associando ao plano de saúde e previdência.

“Durante a pandemia, quem mais trabalhou foi o pessoal da saúde. Agora, essa parcela do funcionalismo, que recebe menos, será a mais prejudicada com a reforma do IPE. Não podemos permitir que isso aconteça, não vamos arredar o pé, até o governo ceder”, disse Rogério Viana, dirigente do Sindsepe/RS.

Às 10h30, seguiram em caminhada em direção ao Palácio Piratini, no centro da capital. No caminho, uma parada na frente do Centro Administrativo, onde funciona a Secretaria de Educação, para protestar contra a Reforma do Ensino Médio, dessa vez com a participação de militantes do Movimento Estudantil.

A caminhada seguiu pela avenida Borges de Medeiros e ao chegar à Praça da Matriz aconteceu a terceira intervenção: nove carrinhos de supermercado, referentes aos últimos nove anos sem reajuste, foram enfileirados.

Em cada um deles uma placa indicava o ano e a inflação do período, com os produtos que eram possíveis de ser adquiridos com o salário de cada ano. Assim, ia de um carrinho cheio em 2014 a um completamente vazio em 2022.

Nas falas de protesto, ressaltou-se a total falta de empatia do atual governo com o funcionalismo público, especialmente no que se refere às condições de trabalho, à remuneração e à valorização do servidor, o que acaba respingando na população que precisa do serviço público. A reforma do IPE seria mais um capítulo do desmonte pretendido pelos governos ultraliberais, como Eduardo Leite, que usam o sucateamento sucessivo do serviço público como estratégia para privatizá-lo.

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