Sinpro/RS lança projeto ambiental

O evento terá a participação do professor João Pedro Schmidt e da pesquisadora Luciana Gatti para o painel Aquecimento Global – Perspectivas e possibilidades de contenção
Sinpro/RS lança coletivo ambiental na próxima sexta, 25 de abril

O professor João Pedro Schmidt e a pesquisadora Luciana Gatti falarão no painel Aquecimento Global – Perspectivas e possibilidades de contenção

Foto: Sinpro-RS/Divulgação

Com o propósito de contribuir para a formação da consciência ambiental, estimular o engajamento dos professores, da comunidade escolar, acadêmica e de toda a sociedade na defesa do meio ambiente, o Sindicato dos Professores do Ensino Privado do Rio Grande do Sul (Sinpro/RS) lança na próxima sexta-feira, 25 de abril, ás 19 horas, o projeto Sinpro/RS Ambiental.

O evento de lançamento ocorrerá no auditório da sede estadual do Sinpro/RS em Porto Alegre (Av. João Pessoa, 919), com transmissão ao vivo pelo canal do Sinpro/RS no YouTube e página do Facebook.

HISTÓRICO – A ideia de constituir um grupo de pessoas, a partir do Sindicato e dos professores, para coordenar ações em defesa do meio ambiente e contra os fatores que impactam no aquecimento global surgiu durante as reuniões do planejamento executivo do Sinpro/RS, ocorridas em janeiro deste ano. Uma das deliberações foi a criação do Coletivo Ambiental do Sindicato, que agora passa a se chamar Sinpro/RS Ambiental.

COP 30 – Um dos objetivos é, no ano da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP 30), intensificar iniciativas, fomentar o debate e executar ações que contribuam para reduzir os impactos ambientais causados pelas ações do homem. As primeiras reuniões formais do coletivo já ocorreram nos dias 22 de fevereiro e 7 de março. O Coletivo, inclusive,  pretende já participar da COP 30, em Belém do Pará, com uma representação no final deste ano.

CONVIDADOS – O lançamento contará com a participação do professor João Pedro Schmidt e da pesquisadora Luciana Gatti para o painel Aquecimento Global – Perspectivas e possibilidades de contenção.

Luciana Vanni Gatti é química, com doutorado pela Universidade Federal de São Carlos. Atua desde 2003 principalmente em pesquisas na área de Mudanças Climáticas, focadas no entendimento do papel da Amazônia na emissão/absorção de Gases de Efeito Estufa e o efeito das variáveis climáticas nestes balanços.

João Pedro Schmidt é mestre em Filosofia e doutor em Ciência Política pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, com pós-doutorado na The George Washington University. É professor da Universidade de Santa Cruz do Sul. Desenvolve pesquisas sobre mudanças climáticas e políticas públicas. É autor do livro Mudanças climáticas: por que o mais grave problema da Humanidade não se tornou o problema político nº 1? (Edunisc, 300 p., 2024).

Histórico de atuação ambiental do Sindicato

“O Sinpro/RS é uma entidade que há muito tempo tem dedicado nos seus veículos de comunicação largos espaços para veicular notícias e avaliações sobre a problemática das mudanças climáticas, do aquecimento global, bem como dos fenômenos climáticos extremos. Com essa iniciativa, pretendemos contribuir de forma mais efetiva no debate e nas ações”, explica Marcos Fuhr, diretor do Sindicato.

A intenção, segundo o dirigente sindical, é seguir ampliando o grupo para além da direção, abrindo a participação para professores da categoria e da comunidade que queiram atuar na frente ambiental.

“Trata-se de uma iniciativa que transcende, inclusive, a categoria, visando pautar questões que vão além das que são específicas dos professores, no intento de nos somarmos à luta de tantas outras entidades, instituições, personalidades, movimentos que existem hoje no mundo pela implementação de políticas de restrição à emissão de gás de efeito estufa e pela preservação do meio ambiente”, justifica.

Lixo está na pauta do Sinpro/RS Ambiental

Nas primeiras reuniões uma das temáticas escolhidas foi a questão lixo. Nesta frente, por exemplo, Fuhr projeta que o grupo atuará tanto na denúncia da produção absurda de resíduos sólidos que a sociedade consumista contemporânea produz, como também no manejo desses resíduos.

“Infelizmente, a maioria das municipalidades no Brasil e no Rio Grande do Sul ainda não faz coleta seletiva ou separação dos resíduos, assim como não possui políticas para a reciclagem. A intenção é atuar na denúncia e na pressão política para que isso passe a ser implementado por todas as municipalidades, especialmente do Rio Grande do Sul”, ressalta o sindicalista.

 

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