Saúde
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Secretaria de Saúde Indígena aumentou equipes que atuam no Rio Grande do Sul
Foto: Sesai/ Divulgação
Até agora, R$ 34,2 milhões foram investidos pelo Ministério da Saúde (MS) do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a saúde dos povos indígenas no país. O valor contrasta imensamente com todo o montante investido nos quatro anos de Jair Bolsonaro (PL) na presidência, R$ 1,3 milhão.
Foram 2.498% a mais até junho. Segundo o MS, o percentual expressivo se dá pela retomada de investimentos após uma paralisia de quatro anos.
Os recursos foram alocados em obras de saneamentos para a reforma e a ampliação de abastecimento e esgoto, obras em Casas da Saúde, alojamentos e Unidades Básicas de Saúde Indígena, entre outras iniciativas.
Ainda de acordo com a pasta, desde janeiro os investimentos em ações diretas na saúde dos indígenas foram dobrados e o efetivo de profissionais da saúde voltado para esse povo originário ampliado.
Nesta terça-feira, 25, o Diário Oficial da União (DOU) registrou que o MS criou um Grupo de Trabalho para “propor, articular e formular” propostas para a realização de seminários regionais de saúde indígena.
A realização dessas reuniões nas mais diversas regiões do Brasil tem como objetivo a construção de um plano de implementação das deliberações da 6ª Conferência Nacional de Saúde Indígena sobre a Política Nacional de Atenção à Saúde dos Povos Indígenas (PNASPI).
A ideia é que as ações sejam pensadas a partir dos próprios territórios, bem como analisar formas de provimento de profissionais na saúde indígena.
Devido ao recente caos ocasionado pelas enchentes que assolaram os gaúchos em maio, a Força Nacional do Sistema Único de Saúde (SUS) chegou a ampliar as equipes da Secretaria de Saúde Indígena (Sesai) que operam na região sul do Rio Grande do Sul.
Ao todo, sete comunidades foram visitadas e a população indígena dos municípios de Rio Grande, Pelotas, Canguçu e Bagé receberam assistência de rotina da Sesai, uma vez que os serviços de saúde local não chegaram a ser interrompidos.
Os profissionais da Sesai ainda estão elaborando uma avaliação socioambiental para monitorar os impactos da enchente na população indígena local.