Política
Trabalho sem soberania coloca democracia em risco
Para o filósofo alemão Axel Honneth, da 3ª geração da Escola de Frankfurt, a precarização…

Dom Hélder sofreu fortes perseguições pelas denúncias que fazia contra as violações dos direitos humanos no Brasil pelos militares que comandavam o país
Foto: Instituto Dom Helder Câmara
Sete meses após, em 1969, como era reconhecido e respeitado internacionalmente, Dom Hélder Câmara (1909-1999), então arcebispo de Recife e Olinda, foi alvejado indiretamente pela tortura e assassinato do padre José Henrique Pereira da Silva Neto. Padre Henrique era assessor da Pastoral da Juventude da diocese de Dom Helder e era considerado um filho pelo arcebispo que encontra-se em processo de canonização no Vaticano.
fOTO: Instituto Dom Helder Câmara/DivulgaçãoNascido em Fortaleza, Dom Helder Pessoa Câmara é o brasileiro até agora com o maior número de indicações ao Prêmio Nobel da Paz, tendo todas elas não logradas por força da diplomacia brasileira na época que atuou fortemente contra seu nome. O religioso, que agora tem o título de Servo de Deus, autorizado pela Igreja Católica, sofreu fortes perseguições internas pelas denúncias que fazia contra as violações dos direitos humanos no Brasil pelos militares que comandavam o país. Com a implantação do Ato Institucional número 5 (AI-5) seu nome foi censurado em todos o veículos de comunicação do Brasil. A presença de Dom Helder era inclusive vetada em universidades no país e constantemente o muro de sua casa nos anos 1970 aparecia com o slogan da ditadura pichado: Brasil, ame-o ou deixe-o.
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que teve Dom Helder como seu fundador lançou no final da manhã desta terça-feira, 24, mais uma nota pública manifestando seu posicionamento para o segundo turno nas eleições do Brasil. ” Exortamos a que se deponham armas de ódio e de vingança que têm gerado um clima de violência, estimulado por notícias falsas, discursos e posturas radicais, que colocam em risco as bases democráticas da sociedade brasileira”, diz a CNBB.