Economia
Quem aderir ao Desenrola Adimplentes não poderá usar Bets por seis meses
As Bets têm causado preocupação no governo brasileiro pelo alto nível de endividamento que está…

Fotos Juliana Pesqueira/Fotos Públicas/Amazônia Real
O IBGE divulgou o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – inflação oficial – de outubro que foi de 1,25%, 0,09 ponto percentual acima da taxa de setembro (1,16%). Essa foi a maior variação para um mês de outubro desde 2002 (1,31%), confirmando as projeções divulgadas no início do mês. Com isso, conforme cálculo do Departamento Intersindical de Economia e Estatística (Dieese), o acumulado de 12 meses (para cálculo de data-base em novembro) ficou em 11,08%.
Tendo subido a cesta básica de Porto Alegre de R$ 632, 39 para R$ 691,08 – dados do Dieese –, na comparação com o relatório anterior, um trabalhador que recebe o salário mínimo de R$ 1.100,00 (com jornada de 40 horas semanais) passa a utilizar mais quatro horas da sua jornada de trabalho (138 horas e 13 minutos) para adquirir os itens básicos da cesta do que no mês anterior. Assim, este trabalhador já compromete 87% de sua jornada apenas com a básica, restando em torno de 13% para transporte, educação, alimentação fora de casa entre outras despesas cotidianas.
Ainda conforme o IBGE, no ano, o IPCA já acumula alta de 8,24% e, nos últimos 12 meses, de 10,67%, acima dos 10,25% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em outubro de 2020, a variação mensal foi de 0,86%.
Diferente de outros meses, desta vez, todos os nove grupos de produtos e serviços pesquisados tiveram alta em outubro. O maior impacto (0,55 pontos percentuais) e a maior variação (2,62%) vieram dos Transportes, que aceleraram em relação a setembro (1,82%). A segunda maior contribuição (0,24 p.p.) veio de Alimentação e bebidas (1,17%), enquanto a segunda maior variação veio do grupo Vestuário (1,80%). Destacam-se ainda os resultados de Habitação, com alta de 1,04% e 0,17 p.p. de impacto, e Artigos de residência, que variou 1,27%, contribuindo com 0,05 p.p. no índice do mês. Os demais grupos ficaram entre o 0,06% de Educação e o 0,75% de Despesas pessoais.

Fonte: IBGE
A alta nos Transportes (2,62%) decorre, principalmente, dos preços dos combustíveis (3,21%). A gasolina subiu 3,10% e teve o maior impacto individual sobre o índice do mês (0,19 p.p.). Foi a sexta elevação consecutiva nos preços desse combustível, que acumula altas de 38,29% no ano e de 42,72% nos últimos 12 meses. Além disso, os preços do óleo diesel (5,77%), do etanol (3,54%) e do gás veicular (0,84%) também subiram.
Ainda nos Transportes, os preços das passagens aéreas subiram 33,86% em outubro, frente a setembro.
Houve alta em todas as regiões pesquisadas: desde 8,10% em Rio Branco até 47,52% em Recife. Outro destaque foi o Transporte por aplicativo (19,85%), cujos preços já haviam subido 9,18% em setembro. Os preços dos automóveis novos (1,77%) e usados (1,13%) também seguem em alta e acumulam, em 12 meses, variações de 12,77% e 14,71%, respectivamente. Por fim, cabe mencionar a redução de 12,50% no preço das passagens de ônibus urbano em Rio Branco (-0,75%), válida desde 27 de outubro.

A gasolina já acumula alta de 38,29% no ano
- Foto: Helena Pontes/Agência IBGE Notícias
No grupo Alimentação e bebidas (1,17%), a alta de 1,32% na alimentação no domicílio deve-se, especialmente, ao tomate (26,01%) e à batata-inglesa (16,01%), que contribuíram com impactos de 0,07 p.p. e 0,03 p.p., respectivamente. Outras contribuições importantes no grupo vieram do café moído (4,57%), do frango em pedaços (4,34%), do queijo (3,06%) e do frango inteiro (2,80%). No lado das quedas, houve recuo nos preços do açaí (-8,64%), do leite longa vida (-1,71%) e do arroz (-1,42%).
A alimentação fora do domicílio passou de 0,59% em setembro para 0,78% em outubro, principalmente por conta do lanche (1,31%), que havia apresentado variação negativa no mês anterior (-0,35%). A refeição (0,74%), por sua vez, desacelerou frente ao resultado de setembro (0,94%).
Em Vestuário (1,80%), foram observadas altas em todos os itens pesquisados, com destaque para as roupas femininas (2,26%) e roupas infantis (2,01%). Além disso, as variações das roupas masculinas (1,70%) e dos calçados e acessórios (1,44%) foram superiores às do mês anterior (quando variaram 0,73% e 0,25%, respectivamente).
A alta do grupo Habitação (1,04%) foi influenciada mais uma vez pela energia elétrica (1,16%), embora a variação do item tenha sido menor que a de setembro (6,47%). Em outubro, foi mantida a bandeira Escassez Hídrica, que acrescenta R$ 14,20 na conta de luz a cada 100 kWh consumidos.
Houve também reajustes tarifários em Goiânia (5,34%), com alta de 16,37%, a partir de 22 de outubro; em São Paulo (1,94%), com 16,44% em uma das concessionárias, vigente desde 23 de outubro; e em Brasília (-1,68%), com alta de 11,69%, em vigor desde 22 de outubro. Em Brasília, houve variação negativa apesar do reajuste por conta da diminuição na cobrança de PIS/COFINS, que também ocorreu em outras regiões. Em Campo Grande (-2,46%), o resultado é consequência da redução na alíquota de ICMS, aplicada desde 1º de outubro.
Ainda em Habitação, destaca-se o gás de botijão (3,67%), em sua 17ª alta consecutiva, acumulando elevação de 44,77% desde junho de 2020. Já a variação positiva da taxa de água e esgoto (0,22%) é consequência do reajuste de 9% nas tarifas em Vitória (11,33%), onde também houve mudança na metodologia de cálculo do valor da fatura. O novo valor passou a ser cobrado a partir de 1º de outubro.
No grupo Artigos de residência (1,27%), as principais altas vieram dos itens mobiliário (1,89%) e eletrodomésticos e equipamentos (1,54%). Além disso, os preços dos artigos de TV, som e informática (0,99%) subiram pelo 9º mês seguido e contribuíram com 0,01 p.p. para o resultado do mês.
Todas as áreas pesquisadas tiveram alta em outubro. Os maiores índices foram os da região metropolitana de Vitória e do município de Goiânia, ambos com 1,53%. Em Vitória, o resultado foi influenciado pelas altas da taxa de água e esgoto (11,33%) e da energia elétrica (3,35%). Já em Goiânia, além da energia elétrica (5,34%), pesou também a alta na gasolina (4,24%). A menor variação ocorreu na região metropolitana de Belém (0,64%), onde houve queda nos preços do açaí (-8,77%) e da energia elétrica (-1,23%).
Para o cálculo do índice do mês, foram comparados os preços coletados entre 29 de setembro e 28 de outubro de 2021 (referência) com os preços vigentes entre 28 de agosto e 28 de setembro de 2021 (base). O IPCA é calculado pelo IBGE desde 1980, se refere às famílias com rendimento monetário de 01 a 40 salários mínimos, qualquer que seja a fonte, e abrange dez regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e de Brasília.
Em virtude da pandemia de covid-19, o IBGE suspendeu, em 18 de março, a coleta presencial de preços nos locais de compra. A partir dessa data, os preços passaram a ser coletados por outros meios, como sites de internet, telefone ou e-mail. A partir do início de julho de 2021, o IBGE iniciou a retomada gradual da coleta presencial de preços em alguns estabelecimentos, conforme descrito na Portaria nº 207/2021 da Presidência do IBGE.
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de outubro subiu 1,16%, 0,04 p.p. abaixo do resultado de setembro (1,20%). Esse é o maior resultado para um mês de outubro desde 2002, quando o índice foi de 1,57%. No ano, o indicador acumula alta de 8,45% e, em 12 meses, de 11,08%, acima dos 10,78% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em outubro de 2020, a taxa foi de 0,89%.
Os produtos alimentícios subiram 1,10% em outubro, ficando acima da variação observada em setembro (0,94%). Já os não alimentícios tiveram alta de 1,18%, enquanto, em setembro, haviam registrado 1,28%.
Todas as áreas registraram variação positiva em outubro. O menor índice foi o da região metropolitana de Belém (0,51%), onde pesaram as quedas nos preços do açaí (-8,77%) e da energia elétrica (-1,22%). Já a maior variação foi a da região metropolitana de Vitória (1,64%), cujo resultado foi impactado, principalmente, pela taxa de água e esgoto (13,68%).
De acordo com o levantamento mensal do Dieese, a Cesta Básica de Porto Alegre registrou aumento de 2,78% em outubro de 2021 passando a custar R$ 691,08. Em outubro de 2021, o valor do conjunto de bens alimentícios básicos em Porto Alegre registrou alta de 2,78%. Dos treze produtos que compõem o conjunto de gêneros alimentícios essenciais previstos, sete ficaram mais caros: a batata (22,68%), o tomate (16,49%), o café (4,18%), o açúcar (3,84%), o pão (2,29%), o óleo de soja (1,33%) e o arroz (1,10%) Em sentido contrário, seis itens registraram redução de preço: o leite (-4,91%), a farinha de trigo (-2,15%), o feijão (-1,33%) a manteiga (-0,23%), a banana (-0,13%) e a carne (-0,09%).
De janeiro a outubro de 2021, dez produtos ficaram mais caros: tomate (61,16%), o açúcar (56,32%), o café (37,70%), a farinha de trigo (17,20%), a carne (16,70%), o pão
(12,15%), o feijão (7,29%), a manteiga (7,23%), o leite (3,49%) e óleo de soja (0,30%). Por outro lado, três itens estão mais baratos: a banana (-25,52%), o arroz (-14,31%) e a
batata (-5,25%). Em doze meses, 11 itens da cesta registraram aumento de preços, sendo as maiores altas verificadas no açúcar (65,90%), no café (38,32%), na carne (33,16%) na
batata (30,68%) e no tomate (22,95%). Por outro lado, a banana (-18,12%) e o arroz (-11,18%) ficaram mais baratos.
CESTA BÁSICA Porto Alegre – Números de outubro 2021
Variação no ano: 12,25%