Aelbra leva Medicina a leilão e coloca ativos à venda

Tanto o leilão quanto a venda ocorrem no âmbito da Recuperação Judicial da mantenedora da Ulbra. Assembleia de professores aprovou acordo coletivo que define alternativas de demissões

Na primeira quinzena de junho, foram publicados os editais que objetivam o leilão do curso de Medicina da Ulbra e a venda de imóveis da instituição

Foto: Igor Sperotto

Na primeira quinzena de junho, foram publicados os editais que objetivam o leilão do curso de Medicina da Ulbra e a venda de imóveis da instituição. Tanto o leilão quanto a venda ocorrem no âmbito da Recuperação Judicial (RJ) da Aelbra.

De acordo com o escritório Brizola e Japur, indicado pelo juiz da Recuperação Judicial da Aelbra para fazer a Administração Judicial do processo da RJ, ainda não existe data para o leilão da Ulbra Medicina S/A (Umesa). Os interessados tiveram até o dia 28 de junho para se habilitar.

O lance inicial pelo curso de Medicina será de R$ 700 milhões. Trata-se, portanto, do maior ativo da instituição.

Os imóveis serão vendidos para pagamento dos credores trabalhistas por meio das UPIs Imóveis. Ficam à venda todos os imóveis de propriedade da Aelbra em todo o Brasil.

O Plano de Recuperação Judicial Modificativo nomeou a FTI Consulting para atuar como promotor da venda dos imóveis. Essa empresa estima, a partir de avaliações feitas em 2021, que o pacote de ativos imobiliários possa atingir cerca R$ 1,3 bilhão.

Os valores constam no Plano de Alienação de Ativos – PRJ Substitutivo, no qual estão indicados os valores individuais para cada imóvel.

Aberto o prazo para aderir ao PDV e PDI

No dia 6 de junho, a Assembleia de Professores da Ulbra aprovou, com 86,1% dos votos, a proposta para Acordo Coletivo que define duas alternativas de demissões: o Plano de Demissões Voluntárias (PDV) e o Plano de Demissões Incentivadas (PDI). O prazo para a manifestação dos professores já está aberto.

A proposta partiu da Aelbra e foi negociada com Sinpro/RS, Sintae/RS e Sintepe Vales para contemplar professores da Ulbra, funcionários técnicos e administrativos.

A formalização do Acordo foi concluída no dia 21, mesma data em que o Sindicato realizou uma reunião com os professores para esclarecimentos de dúvidas sobre os direitos de quem pretende aderir.

A proposta partiu do interesse da Aelbra em reduzir o corpo docente da Ulbra a partir da iniciativa dos professores interessados no desligamento.

A instituição tentou negociar, no início do ano letivo, uma redução salarial de 30%, que foi rechaçada pelos sindicatos e pelas categorias. Diante da alegada necessidade da Universidade em diminuir os custos com salários, chegou-se na negociação do acordo para as demissões.

“No processo de negociação, foram definidas duas alternativas para o desligamento dos professores e funcionários interessados. Uma delas é a via do comum acordo (PDI) e a outra, a do despedimento por iniciativa do empregador (PDV)”, explica Marcos Fuhr, diretor do Sinpro/RS.

“A posição do Sindicato não é de estímulo à adesão a planos de demissão, mas também não se opõe à existência dos mesmos, face as circunstâncias de redução de alunos. Estamos dando total assistência aos professores e negociamos com o empregador a garantia de todos os direitos dos docentes”, completa Fuhr.

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