Exposição celebra cinco anos de Bixa Analógica

Mostra reúne 30 imagens analógicas que eternizam memórias reais da comunidade LGBTQIA+ com autenticidade e afeto

Exposição celebra cinco anos do Bixa Analógica

Foto: Bixa Analógica/Divulgação

No mês do Orgulho LGBTQIA+, a exposição Analógicas: Eternizar o Orgulho marca os cinco anos do projeto artístico Bixa Analógica, idealizado pelos fotógrafos Erikson Veríssimo e Alexandre do Carmo. A mostra abre no dia 13 de junho de 2025, às 19h, e pode ser visitada até 13 de julho, com uma conversa com os artistas e a curadora Jacqueline Melo agendada para as 17h do mesmo dia, na sala 3. A exposição faz parte do projeto Potência, da Fundação Ecarta, na Avenida João Pessoa, 943.

Reunindo cerca de 30 fotografias analógicas impressas em fine art, além de colagens, filmes 35mm e álbuns fotográficos, a exposição propõe um resgate da memória visual real da comunidade LGBTQIA+. As imagens capturam momentos de orgulho, afeto e resistência: casamentos, a Parada do Orgulho, retratos de pessoas anônimas nas ruas e personalidades como Valéria Barcellos, Brian Baldrati e a bancada legislativa LGBTQ+ de Porto Alegre.

Ao lado de cada imagem, o negativo fotográfico funciona como selo de autenticidade — uma resposta direta à crescente desconfiança provocada pela era da Inteligência Artificial. Segundo os artistas, trata-se de um manifesto analógico em defesa da imagem como prova concreta de vivências reais, contra a efemeridade e a simulação.

“Um chamado à permanência em imagem, em luz, em corpo e em memória porque o orgulho se constrói quando nos vemos impressos, revelados e lembrados”, afirma o texto curatorial assinado por Jacqueline Melo, produtora e curadora com trajetória em instituições como o Museu Bispo do Rosário, Casa França-Brasil e SESC-RJ.

Os artistas

Erikson Veríssimo, formando em Licenciatura em Artes Visuais pela UFRJ (conclusão em julho de 2025) e técnico em Guia de Turismo (2015), Erikson Veríssimo possui formação complementar em Cinema Super 8 pela Oficina Super Off, com o Labirinto Lab (SP).

Foi curador do Festival Carioca de Fotografia Analógica no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (2023). Atuou como fotógrafo na São Paulo Fashion Week, registrando o backstage das marcas Neriage e Greg Joey (2022) e integrando a equipe oficial do pit na edição 56 (2023). Participa do acompanhamento artístico “Atirar a primeira pedra”, com curadoria de Yago Toscano (Itinera Arte), e dos encontros formativos “Percurso do Artista Faz Tudo”, com Jacqueline Melo.

Participou das exposições coletivas “Coro” (Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica, 2024), “Fotografias da Cidade” (Galeria E Carta, Porto Alegre, 2022), e exibiu o filme Carmilla no Festival Super Off (Centro Cultural São Paulo). Atualmente expõe a obra “Difrair” no 4º Festival Vórtice (SP).

Alexandre do Carmo,  graduado em Direito pela UFRGS, Alexandre do Carmo é autor do trabalho de conclusão de curso  “O consentimento implícito em locais com expectativa de privacidade reduzida: um estudo sobre direito de imagem” (2024), orientado por Maria Cláudia Cachapuz, com nota máxima. Foi curador do Festival Carioca de Fotografia oi Analógica no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (2023). Atuou como fotógrafo na São Paulo Fashion Week, registrando o backstage das marcas Neriage e Greg Joey (2022), e integrou a equipe oficial do pit na edição 56 (2023). Participou das exposições coletivas “Fotografias da Cidade” (Galeria E Carta, Porto Alegre, 2022) e exibiu o filme Carmilla no Festival Super Off (Centro Cultural São Paulo), no curso de Cinema Super 8 pela Oficina Super Off, com o Labirinto Lab (SP).

Comentários