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18/10/2018
POLÍTICA

O proprietário da rede de lojas Havan, Luciano Hang, é um dos empresários citados por reportagem que fez a denuncia nesta quinta-feira, 18
Por Marcelo Menna Barreto

Foto: reprodução Facebook

Foto: reprodução Facebook

Apoio ao candidato Bolsonaro é amplamente divulgado por Luciano Hang em suas redes sociais

Em menos de três horas após a publicação pelo jornal Folha de São Paulo, nesta quinta-feira, 18, a notícia de Caixa 2 na campanha de Jair Bolsonaro, candidato à presidência da República pelo PSL, virou o assunto mais comentado mundialmente no Twitter (trending topics). A #Caixa2doBolsonaro está, por exemplo, de sete a nove posições de assuntos em  países asiáticos como Japão e Coreia, considerados fortes usuários da plataforma digital.

A reportagem estampada na capa da Folha de São Paulo denuncia o envolvimento de empresários no apoio financeiro a Bolsonaro para a disseminação de conteúdos via WhatsApp contra o PT, partido do candidato à presidência Fernando Haddad. Conforme a legislação eleitoral brasileira o financiamento privado para o impulsionamento de campanha eleitoral é ilegal.

Foto: Reprodução

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Assinada pela jornalista Patrícia Campos Mello, a reportagem caiu como uma bomba na campanha do candidato da extrema-direita e revela que a ação foi orquestrada e financiada por empresários como o dono da rede de lojas Havan, Luciano Hang, que teve recentemente uma ação movida pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) por tentativa de coação eleitoral de seus funcionários.

Segundo a Folha, a rede criada para apoiar Bolsonaro é paga de forma ilegal e usa softwares baseados no exterior para gerar números falsos de telefone e burlar as limitações dos grupos de WhatsApp. São vários contratos, segundo o jornal paulista, chegando a custar R$ 12 milhões. O serviço também foi usado por candidaturas aos governos estaduais, como a de Zema (MG).

“Uma das ferramentas usadas pela campanha de Bolsonaro é a geração de números

Foto: Reprodução Twitter

Foto: Reprodução Twitter

estrangeiros automaticamente por sites como o TextNow. Funcionários e voluntários dispõem de dezenas de números assim, que usam para administrar grupos ou participar deles. Com códigos de área de outros países, esses administradores escapam dos filtros de spam e das limitações impostas pelo WhatsApp“, registrou a Folha de São Paulo.

O candidato Fernando Haddad se manifestou em suas redes sociais, na tarde desta quinta-feira, afirmando que tem informações de que são 156 empresários envolvidos nesse escândalo. “As pessoas vão ser chamadas a depor. Ele deixou rastro e nós vamos atrás”.

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