Boulos pede pressão pelo fim da escala 6×1 em Porto Alegre

O ministro esteve em Porto Alegre em agenda do governo federal, com diálogo com a população e encontros com sindicatos e movimentos sociais

Boulos pede pressão pelo fim da escala 6x1 em Porto Alegre

Foto: Dijair Brilhantes

O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, cumpriu agenda em Porto Alegre entre quinta-feira, 18, e sexta-feira 19, com participação em atividades do governo federal, diálogo com a população e encontros com movimentos sociais.

Na quinta-feira, o ministro participou de reunião com centrais sindicais e representantes de movimentos sociais, que apresentaram o calendário de mobilização nacional em defesa do fim da escala 6×1 e da redução da jornada de trabalho sem redução salarial. As atividades estão previstas para os dias 24 e 30 de junho, com ações em diferentes estados e mobilizações no Congresso Nacional.

Durante o encontro, dirigentes sindicais defenderam a intensificação da pressão social para garantir o avanço da pauta ainda antes do recesso parlamentar de julho. Boulos afirmou que a mobilização dos trabalhadores é determinante para o andamento das propostas no Legislativo. “A gente precisa pressionar, manter o foco pelo fim da escala 6×1 e pela redução da jornada.

Eles estão pressionados pelo empresariado e pelos trabalhadores. Os senadores da oposição querem deixar a votação para depois da eleição para que a pauta caia no esquecimento do povo.

Não podemos deixar isso acontecer”, afirmou.

Ainda na quinta-feira, o ministro se reuniu com trabalhadores e trabalhadoras de aplicativos de duas e quatro rodas no Largo Zumbi dos Palmares, onde ouviu demandas da categoria e tratou de iniciativas do governo federal voltadas ao setor.

O dia também incluiu participação em atividades políticas e encontros com movimentos sociais no estado, incluindo o lançamento da pré-campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Rio Grande do Sul.

Moradia popular no centro da capital

Na sexta, 19, a agenda começou na sede da Caixa Econômica Federal, no Centro de Porto Alegre, com a assinatura do contrato para reforma e adaptação do antigo prédio do INSS, que será destinado à habitação popular por meio do programa Minha Casa, Minha Vida Entidades.

O imóvel foi ocupado pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e por famílias atingidas pelas enchentes de 2024. A ocupação, batizada de Maria da Conceição Tavares, deverá dar lugar a um conjunto habitacional com 240 apartamentos.

Atualmente, as famílias ocupam os quatro primeiros andares do prédio, que possui 26 pavimentos. O projeto prevê a adaptação do edifício para garantir moradia digna em área central da cidade.

Ao comentar a iniciativa, Boulos destacou o papel das políticas públicas federais na reconstrução do estado após as enchentes. “Graças às políticas do presidente Lula, essa ocupação deixará de ser uma ocupação para se tornar um condomínio com moradia digna para 240 famílias, no centro da cidade. É um governo que pensa no povo, e não na lógica da especulação imobiliária”, afirmou.

Governo do Brasil na Rua leva serviços à população

Na sequência, o ministro participou da abertura do programa Governo do Brasil na Rua, realizado na Praça da Alfândega, no Centro Histórico de Porto Alegre. A ação reuniu serviços públicos federais gratuitos oferecidos à população, como renegociação de dívidas pelo Novo Desenrola Brasil, vacinação pelo SUS, orientações sobre programas sociais e atendimentos do INSS.

Antes do início da cerimônia, houve uma homenagem pelo aniversário do ministro, com bolo e o tradicional “Parabéns Gaudério”, cantado pelos participantes da atividade.

Protesto de servidores do INSS

Durante a programação, servidores do INSS realizaram uma mobilização na Praça da Alfândega para denunciar o que classificam como “maquiagem” na redução das filas de atendimento.

Segundo o Sindicato dos Trabalhadores Federais em Saúde, Trabalho e Previdência no Rio Grande do Sul (SindisprevRS), a queda no número de processos estaria relacionada a indeferimentos automáticos e uso de sistemas digitais sem análise humana, o que não representaria melhoria real no atendimento.

As entidades também apontaram problemas estruturais, como falta de servidores e sucateamento das agências, e defenderam investimentos para garantir atendimento adequado à população.

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