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15/01/2019
ENSINO PRIVADO

Até momento, foram desligados 290 professores da educação superior e 225 funcionários
Por Valéria Ochôa

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O número total de desligamentos na Universidade Luterana do Brasil (Ulbra) foi informado somente nesta segunda-feira, 14, por representantes da mantenedora da instituição, a Associação Educacional Luterana do Brasil (Aelbra), ao Sindicato dos Professores (Sinpro/RS) e ao Sindicato dos funcionários (Sintep/Vales). Os dirigentes da instituição declararam também a impossibilidade de pagamento da integralidade das verbas rescisórias nos prazos legais.

A decisão pela demissão, segundo a mantenedora da Universidade, foi tomada em função da redução progressiva do número de alunos com financiamento estudantil (Fies) e a redução do número de alunos pagantes, especialmente na Educação a Distância, o que resultou em déficit operacional em todos os meses do segundo semestre de 2018. A mantenedora também justificou o elevado número de demissões neste ano em função do represamento das rescisões nos dois últimos anos e que destacou que os desligamentos foram definidos pela Reitoria da Ulbra no âmbito de cada curso.

“Estamos preocupados com a gravidade da situação criada”, desabafa Marcos Fuhr, diretor do Sinpro/RS. “É fundamental que a universidade defina uma proposta que contemple a integralidade dos direitos rescisórios (incluindo o saldo credor do FGTS) e o seu pagamento no menor prazo possível”.

O Sinpro/RS já convocou assembleia dos professores desligados para esta quinta-feira, 17 de janeiro.

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