Votação do fim da escala 6×1 mobiliza mais atos pelo país nesta semana

Tramitação da PEC sobre a escala 6x1 prevê leitura do relatório nesta segunda, votação na Comissão especial na quarta, 27 de maio, e votação no Plenário da Câmara dos Deputados na quinta, 28
escala 6x1

Atos pelo país reúnem trabalhadores pelo fim da escala 6×1 sem redução de salários; Em Porto Alegre, ato aconteceu na Redenção no domingo (24)

Foto: Matheus Piccini/CUT-RS

A tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) sobre a escala 6×1 está em semana decisiva. Nesta segunda-feira, 25 de maio, está prevista a leitura do relatório da PEC na Câmara dos Deputados, em Brasília. A votação do texto deverá ocorrer na quarta, 27, na Comissão especial, e a votação no Plenário da Câmara dos Deputados é esperada para quinta-feira, 28 de maio. Manifestantes de todo o país reforçam mobilizações com atos em capitais como São Paulo, Rio de Janeiro, São Luís, no Maranhão, e Vitória, no Espírito Santo, nesta segunda, para pressionar os parlamentares.

Em São Paulo, a partir das 17 horas, os manifestantes se encontram em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp), na Avenida Paulista. No Rio de Janeiro, o ato acontece na Candelária, desde às 16 horas. Em São Luís, o ponto de encontro foi na Praça João Lisboa, no Centro Histórico, às 16 horas. E em Vitória, em frente à Assembleia Legislativa, às 18 horas desta segunda.

Governo e Câmara anunciaram esta tarde um acordo que estabelece o prazo de 60 dias para o fim da escala 6×1 após a promulgação da PEC. Com a mudança, o trabalhador passará a folgar dois dias por semana no início da transição e terão o direito de fazer 42 horas em, no máximo, cinco dias de trabalho. No prazo de 12 meses após a promulgação, a jornada deve cair para as 40 horas semanais. A medida seguirá para análise dos parlamentares na Câmara e no Senado. O anúncio foi feito pelo presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), ao lado dos ministros do Trabalho, Luiz Marinhos, e das Relações Institucionais, José Guimarães nesta segunda.

Atos na quarta-feira

As manifestações seguem em outras cidades na próxima quarta-feira, 27 de maio, dia em que está prevista votação do texto na Comissão especial montada para debater o tema. Confira os atos pelo país:

Teresina – Piauí: manifestação na praça Rio Branco, às 9 horas;

São Paulo – Osasco: ato no início do Calçadão, às 10 horas;

São Paulo – Sorocaba, na Avenida Independência, 2757, no Éden, às 5 horas. Concentração no Sindicato dos Metalúrgicos, na Rua Júlio Hanser, 140, Jardim Faculdade, às 4 horas.

Atos no último domingo

No domingo (24), a reivindicação pela redução da jornada de trabalho sem redução de salários foi tema central de atos organizados nas cidades de Porto Alegre (RS), Salvador (BA), Fortaleza (CE), Belo Horizonte (MG), Recife (PE) e Curitiba (PR).

Em Porto Alegre, a mobilização foi nos arcos da Redenção e reuniu trabalhadores, centrais sindicais e parlamentares em defesa da redução da jornada. A Central Única dos Trabalhadores (CUT-RS) levou às ruas a campanha “A vida não tem hora extra” com o objetivo de pressionar os parlamentares a votarem a favor da pauta. A central denunciou na última semana 15 deputados gaúchos que integram ala que atua para adiar o fim da escala 6×1 em até 10 anos.

O Sindicato dos Professores do Ensino Privado do Rio Grande do Sul (Sinpro/RS) marcou presença na manifestação em Porto Alegre e contou com banca para distribuir materiais e dialogar com a população 

Foto: Sinpro/RS

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