Política
Violência política avança contra mulheres e ameaça a democracia
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Embaixador de Cuba no Brasil, Victor Cairo, participou de ato de solidariedade e debate no Memorial Luiz Carlos Prestes, em Porto Alegre
Instagram Fundação José Marti
Um segundo apagão nacional do sistema elétrico de Cuba ocorreu neste sábado, 21 de março, deixando cerca de 10 milhões de habitantes sem luz. Falta petróleo na ilha após o bloqueio energético dos Estados Unidos, aprofundado com o sequestro e prisão do presidente venezuelano Nicolás Maduro, em 3 de janeiro. Comboios da ação Nuestra America Convoy a Cuba, com ativistas de 10 países, chegam a Havana com medicamentos e alimentos, em solidariedade à população e protesto ao imperialismo.
A Venezuela era a principal fornecedora de petróleo e o bloqueio unilateral estadunidense impede o recebimento de combustível há 3 meses. Em 29 de janeiro, Trump decretou a imposição de tarifas contra países que “vendam ou forneçam petróleo a Cuba”. O objetivo é sufocar a economia cubana e forçar o país caribenho a negociar riquezas com o presidente norte-americano Donald Trump. O governo de Miguel Diaz-Canel, ao passo que abriu negociações, declarou que o país estaria se preparando para uma possível agressão dos EUA.
A mobilização Nuestra America Convoy a Cuba pretende entregar mais de 20 toneladas de ajuda humanitária. Na última semana, uma caravana brasileira com parlamentares, sindicalistas e líderes estudantis chegou a Havana.
O governo brasileiro, via programa de alimentos da ONU, enviará 20 mil toneladas de arroz com casca, 150 toneladas de feijão preto, 150 de arroz polido e 500 toneladas de leite em pó. De acordo com o Itamaraty, o governo aguarda a chegada de um navio cubano. No início de março, o Brasil despachou de avião duas toneladas e meia de medicamentos. Na última semana, um comboio europeu chegou à Havana com cinco toneladas de suprimentos médicos e outros itens que serão doados a hospitais.
O embaixador de Cuba no Brasil, Victor Cairo, participou de um ato de solidariedade e debate no Memorial Luiz Carlos Prestes, em Porto Alegre. O evento foi organizado pela Associação Cultural José Martí (RS), Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), entidades sindicais e movimentos sociais. O diplomata detalhou impactos das sanções e repercussão geral na população cubana.
O antigo sistema de geração elétrica sofre cortes diários de até 20 horas em partes do país. O núcleo brasileiro da Rede Latino-Americana e Caribenha de Solidariedade a Cuba deve enviar cerca de 1.000 painéis solares, em mobilização que arrecadou quase R$ 190 mil para viabilizar a doação de equipamentos ao país.
Em meio à crise energética de Cuba, ainda em fevereiro, o Ministério da Energia e Minas de Cuba anunciou que o sistema elétrico nacional bateu recorde ao ultrapassar 900 megawatts (MW) de geração fotovoltaica. O avanço para as fontes de energia renovável é defendida como caminho para a sustentabilidade ambiental e defesa da soberania energética nacional.
Integram os deputados federais João Daniel (PT-SE), Luciene Cavalcante (PSOL-SP), Orlando Silva (PCdoB), Valmir Assunção (PT-BA); a deputada estadual Paula Nunes, codeputada da Bancada Feminista (PSOL-SP); os vereadores Gustavo Petta (PCdoB), de Campinas, e Iza Lourença (PSOL-MG), de Belo Horizonte. Bernardo Lima, do Sindicato dos Metroviários de SP, Pedro Augusto, do Sindicato dos Petroleiros de SP, e Eliana Nunes e Ronaldo Mota, do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) são alguns dos sindicalistas brasileiros em Havana. Da União Nacional dos Estudantes (UNE) e da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), os presidentes Bianca Borges e Hugo Silva, respectivamente.